Testemunhas disseram que o garoto estava armado e morreu quando foi atingido pelos tiros; um segurança do posto seria o autor dos disparos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O adolescente Weverton Gusmão Marques da Silva, de 14 anos, foi morto com três tiros no momento em que assaltava uma loja de conveniência de um posto de combustível em Várzea Grande. Os tiros atingiram o garoto no tórax e na orelha, matando-o instantaneamente. O adolescente estava armado com um revólver calibre 38 e ficou caído sobre o caixa do estabelecimento. O homicídio ocorreu anteontem, por volta das 22 horas, num posto de combustível localizado na Avenida da FEB, próximo ao trevo de acesso à Ponte Nova. Testemunhas apontam um dos seguranças da loja como o autor dos disparos. Com o adolescente, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apreenderam quatro pares de chinelos que estavam à venda na loja, além de cerca de R$86 em dinheiro e uma trouxinha de maconha. O garoto chegou armado e rendeu o funcionário do caixa. Em seguida, pegou os pares de chinelos e se aproximou para pegar o dinheiro. Após entregar-lhe as cédulas, o funcionário disse que ouviu tiros e percebeu que o assaltante caía sobre o caixa com um revólver na mão. Weverton estava sem documentos e por isso levantou-se a suspeita de que ele morasse no bairro 13 de Setembro e fosse irmão de outro assaltante morto a tiros durante um assalto. Ele foi identificado somente ontem de manhã, após os pais se deslocarem até o Instituto de Medicina Legal - IML. Eles disseram a técnicos em necropsia de plantão que residem no Pedra 90 e não sabiam o que o filho tinha saído de casa para ir até a cidade vizinha. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não descartam a hipótese do garoto ter procurado as bocas-de-fumo que funcionam do outro lado da avenida. Os policiais acreditam que o assaltante tenha praticado o assalto para comprar drogas, principalmente maconha. Neste caso, os policiais levantam a suspeita de que ele tenha alugado a arma de algum traficante próximo. Pode ter procurado como viciado ou como revendedor. Quem garante que ele não iria levar a droga para o Pedra 90?, questionou. A delegada Sílvia Pauluzi, de plantão na DHPP, colocou uma equipe para trabalhar no caso. Policiais que participam da investigação acreditam que o segurança poderá se apresentar nos próximos dias. Não temos dúvidas de que quem atirou estava próximo do local e evitou que o assalto se consumasse. De fato, o criminoso morreu em cima do caixa e com vários produtos prontos para serem levados, observou um dos policiais.