Dois adolescentes um de 12 e outro de 13 anos foram presos por policiais militares após assaltarem duas pessoas no Jardim das Flores, em Várzea Grande. As vítimas descobriram que a arma era de plástico e surraram os garotos, que por pouco não tiveram que ser levados ao Pronto-socorro de Várzea Grande (PSVG). Os policiais suspeitam que os garotos tenham praticado mais assaltos na região, principalmente no período noturno. O assalto ocorreu anteontem, por volta das 20 horas, na frente da casa de uma das vítimas. Segundo os policiais, um dos adolescentes estava armado com um revólver de brinquedo e obrigou as vítimas a entregar a carteira com dinheiro, documentos, pertences e celular. Eles ainda ameaçaram atirar caso alguém reagisse. Uma das vítimas percebeu que a arma era de brinquedo e cercou os garotos. Moradores próximos também se aproximaram e os surraram. Em seguida, policiais militares foram acionados e levaram os garotos e a arma de brinquedo até a Delegacia do Complexo do Parque do Lago. Os adolescentes sofreram ferimentos, principalmente na cabeça e no rosto. As pessoas estavam com raiva porque foram vários assaltos na região. Os dois negaram a participação no assalto. Disseram que estavam próximo da casa onde ocorreu o roubo. A gente estava urinando no mato. Então, apareceram os policiais e disseram que a gente estava com a arma. A gente não assaltou as moças daqui não, alegou um deles. Para os policiais, os adolescentes teriam confessado os assaltos às estudantes, pois nem eles tinham conhecimento dos roubos ocorridos contra garotas. Na delegacia, os dois adolescentes disseram ser moradores do bairro Santa Maria II, que fica próximo do Costa Verde. Explicaram que estudam na Escola Estadual Gonçalo Botelho de Campos, onde cursam a sexta série no período diurno, mas demonstraram ter desistido de freqüentar os estudos. Os garotos parecem necessitar de ajuda. Um deles alegou que mora com a avó, pois não conhece o pai, e a mãe morreu recentemente. Disse saber somente o dia de nascimento, desconhecendo o ano. É complicado para uma pessoa não saber nem o ano em que nasceu. De qualquer forma, a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) ficará encarregada de procurar ajuda junto aos órgãos de amparo a adolescentes, explicou um policial plantonista.