O menino Claudio Mateus, de 13 anos, fugiu de casa no dia 26 de julho e foi localizado no fim de semana na casa de um amigo, de 16 anos, na cidade de Amambai (MS). Ele o conheceu por meio do site de relacionamento Orkut e viajou mais de mil quilômetros de carona para se encontrar com o adolescente. Claudio quer ser caminhoneiro e o amigo disse que tinha como ajudá-lo a realizar o sonho. Anteontem, ele foi ouvido no setor de desaparecidos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e contou aos policiais que vendeu o computador por R$ 260 para fazer a viagem, pois o adolescente, que se dizia disco-jóquei, queria ajudar. A viagem foi toda orientada pelo amigo de Amambai que detalhou os locais onde poderia pegar carona com caminhoneiros até chegar ao destino final, explicou um dos policiais. Sempre que tinha alguma dúvida, ligava para o amigo. Enquanto os pais de Claudio estavam desesperados com seu desaparecimento, os familiares do adolescente não puseram obstáculo para que o menino viajasse tão longe, e tampouco perguntaram se ele teve autorização para a viagem. Conforme familiares de Claudio, o menino já mantinha contato com o adolescente há mais de seis meses através de recados no Orkut. Havia manifestado a vontade de conhecê-lo, mas os pais não deram muita importância, pois acreditava impossível o filho fazer uma viagem tão longa assim. No dia 27, os pais de Claudio procuraram a DHPP para registrar o desaparecimento e informaram que o garoto poderia ter viajado para o Estado vizinho. Dez dias depois, os pais foram informados pela Polícia de Amambai que o menino tinha sido localizado. Com informações do local onde o amigo virtual do filho trabalhava e com foto do adolescente da cidade em mãos, os policiais localizaram Claudio e seu amigo. O menino confirmou que veio visitar o amigo porque queria ser caminhoneiro e em Mato Grosso do Sul teria mais condições de concretizar o sonho. Diante da situação, os dois menores e seus respectivos familiares foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Amambaí, sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar da cidade. Os policiais concluíram que o menino veio até Amambai por livre e espontânea vontade, não ficou caracterizada nenhuma espécie de crime. (AR)