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POLÍCIA
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008, 20h:16

ARMA À MÃO

Menino de 11 anos tem morte cerebral

Vítima de um disparo acidental em que um vizinho, também adolescente, manuseava uma arma, Yorran está no Pronto-Socorro; pais decidem se doam órgãos

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O menino Yorran Santos, de 11 anos, teve morte cerebral após levar um tiro no olho, anteontem de manhã. Ele estava em sua casa, no bairro Figueirinha, em Várzea Grande, com um irmão e um vizinho de 13 anos. O colega estaria manuseando um revólver e, em dado momento, a arma disparou atingindo o garoto. Em seguida, o autor do disparo saiu com a arma. Levado em estado grave ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), Yorran passou pelo box de emergência mas, ontem, teve morte cerebral. A notícia foi repassada aos pais por volta das 11 horas da manhã. Os dois, que acompanhavam os procedimentos com a criança, acabaram saindo do PSMC para avisar aos demais parentes. Eles não informaram se farão doação dos órgãos da criança. Policiais militares do 4º Batalhão foram acionados pela família da vítima, que chegou a localizar o vizinho, mas os pais do menino disseram desconhecer a procedência da arma que ele manuseava e que muito menos sabiam que ele tivesse um revólver. O caso foi levado para a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) de Várzea Grande. O delegado Newton Rado colocou uma equipe para trabalhar no caso. Como o infrator está identificado, os policiais acreditam que não terão dificuldade em esclarecer o caso. “Como se trata de um menor, o autor, ele deverá ser ouvido e liberado para os pais”, explicou um policial. Policiais plantonistas disseram que, a princípio, o caso foi um acidente, pois os indícios dão conta que o garoto estava manuseando a arma que disparou. “Não acontece somente com crianças. Adulto também, se não souber manusear a arma, acaba disparando, ferindo gravemente e até matando. Todo cuidado é pouco”, explicou um policial plantonista. Como se trata de um menor acusado do disparo, a responsabilidade recairá sobre os pais. O caso é semelhante ao do menor Marcos Yuri Oliveira Guirado, de 10 anos, que, em abril do ano passado, morreu com um tiro no rosto. Ele estava na casa de um amigo de 12 anos, que pegou a pistola 40mm do pai, um tenente-coronel da Polícia Militar, e começou a exibi-la. Em dado momento, a arma disparou e atingiu Marcos no rosto. O caso já corre na Justiça e o pai do menor que manuseava a arma responde também inquérito administrativo por não ter mantido o equipamento em local reservado, longe do alcance de terceiros. Em outubro do ano passado, a adolescente Franciele Alves dos Santos, de 13 anos, morreu com um tiro no rosto disparado de forma acidental pelo namorado, de 17. O crime ocorreu no Jardim Conquista, na cidade de Sinop (município localizado a 500 quilômetros da Capital). O laudo de necropsia comprovou o tiro acidental.

Edição EDIÇÃO 16962




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