A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) manifestou repúdio à prática criminosa de compra e venda de diplomas ao comentar a Operação Cola. Por meio de nota, o órgão disse não ter conhecimento mais detalhado da ação policial, mas que, em dezembro de 2007, enviou à PF a cópia de um e-mail que oferecia diplomas de níveis médio, técnico e superior. Em razão da Procuradora do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Sul ter encaminhado à Ouvidoria do MEC cópia de e-mail no qual era oferecido diploma e histórico escolar de faculdades de todo Brasil e diplomas de cursos técnicos e certificados de 2º grau, encaminhamos documento à Superintendência Regional do DPF [Departamento de Polícia Federal] no Distrito Federal, por tratar-se de modalidade que envolve falsificação de documento, trouxe o texto. De acordo com a nota, o MEC não sabe se o documento foi o deflagrador da Operação Cola, porque não houve questionamento da PF após o envio da denúncia. E destacou que, apesar da farta legislação e regulamentação a respeito de diplomas, nada assegura que pessoas mal intencionadas possam tentar falsificá-los, bem como possa existir clientela interessada em compartilhar do crime comprando [esses diplomas].