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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 12 de Maio de 2007, 13h:13

Material colhido some do processo

O Ministério Público Estadual (MPE) descobriu que as duas lâminas que vieram da Coordenação de Polícia Técnica – Divisão de Pesquisa de DNA Forense da Polícia Civil do Distrito Federal, com material coletado da estudante Christiane Augusta de Moraes Corrêa, não estão armazenadas no Instituto de Medicina Legal (IML) de Mato Grosso. Com isso, não existe mais condições de fazer qualquer confronto com material suspeito – o que também elimina a possibilidade de se produzir provas. A farsa do confronto das lâminas do material coletado das partes íntima da estudante ocorreu em setembro de 1997. Na época, o MPE apresentou as provas como um trunfo para esclarecer o assassinato da estudante. A lâmina estava guardada nos autos do processo desde o início das investigações. Para a polícia, a identificação de outro material genético na lâmina, além do material da vítima, é a chamada “prova técnica” que caracteriza a materialidade do crime. Em julho de 1998, o resultado recebido da Polícia Técnica de Brasília foi negativo - não havia nenhum material para análise na lâmina, pois só existiam secreções das partes íntimas da estudante. Com isso, as investigações voltaram à estaca zero. De acordo com o inquérito, não foi solicitado coleta de material dos suspeitos. (AR)

Edição EDIÇÃO 16966




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