Um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) aponta que nos últimos 10 anos, ao menos 82 professores da rede estadual de ensino foram assassinados em Mato Grosso. Os dados foram repassados ao Grupo Livre-Mente, uma ONG que atua na defesa dos direitos dos homossexuais no Estado. Todos estavam na chamada situação de risco, como classifica o Livre-Mente. Os assassinatos ocorreram principalmente na Capital, onde as vítimas teriam saído com assaltantes que se passavam por amigos. Na maior parte das execuções, o alvo dos criminosos era o carro do profissional da educação. Para um integrante da ONG, a situação é preocupante e não teria sensibilizado a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que poderia trabalhar a autoestima de seus profissionais que vivem nessa situação e podem ser assassinados a qualquer momento. A Seduc se mostrou ausente. Nem para pedir justiça. No caso do servidor da Sema, a secretaria anda se posicionou, queixou-se um integrante do Livre-Mente. Ele se referia ao assassinato do engenheiro Luiz Carlos de Barros, executado há dois anos em sua casa. A Seduc, através da assessoria de imprensa, informou que qualquer que seja a morte do servidor, a Gerência de Qualidade de Vida dá assistência psicológica à família e se coloca à disposição. (AR)