O adolescente de 17 anos flagrado com uma barra de pasta-base de cocaína detalhou como era o esquema na Delegacia Metropolitana. Conforme o garoto, ele viajava de ônibus mensalmente para Cáceres para buscar pasta-base que vinha da Bolívia. Pagava R$ 1,5 mil pelo carregamento e faturava pelo menos dez vezes mais. Ele confirmou que um dos rapazes veio com o dinheiro para comprar o tablete de pasta-base de cocaína e daí, acabou autuado por tráfico de drogas. O adolescente acrescentou que começou a ampliar os negócios ao receber o pagamento através de depósito bancário. Ele forneceu o número de uma conta poupança, na qual recebeu vários depósitos no valor de R$ 5 mil, uma espécie de adiantamento. Sempre comprei o pacote (de pasta-base de cocaína) na faixa de R$ 1,5 mil e vendia por R$ 15 mil ou R$ 16 mil. Tirava o que precisava para a próxima compra e o resto eu guardava, relatou. As viagens eram feitas durante o meio de semana e embarcava num ônibus direto para Cáceres, por volta das 14h. Assim que chegava a rodoviária, já pegava o pacote com a cocaína e depois embarca, geralmente por volta das 18h. Chegava a Cáceres e a droga já estava preparava. Era tudo rápido. (AR)