POLÍCIA
Quinta-feira, 03 de Julho de 2008, 21h:45
A
A
CASO PAULO ROBERTO
Laudo de necropsia é esperado
Somente o laudo de necropsia é que poderá confirmar a causa da morte do estudante Paulo Roberto Guimarães Ricci, de 13 anos, que morreu no último domingo, no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC). Até agora, existem duas hipóteses para a morte: pode ter sido em conseqüência do espancamento que sofreu ou por alguma infecção anterior que se agravou após ser internado. Mesmo se não for em conseqüência do espancamento, haverá um crime aí, que é a lesão sofrida pelo adolescente. De qualquer forma, o laudo de necropsia é que acabará com as dúvidas, explicou o delegado Fausto Farias, responsável pelas investigações. Paulo Roberto foi espancado no dia 21 de junho por dois rapazes que invadiram a sua casa no Jardim Passaredo, em Cuiabá. Os criminosos aproveitaram que os pais saíram para trabalhar e invadiram o recinto. Com vários hematomas, Paulo Roberto foi medicado no PSC e liberado dias depois. No último sábado, porém ele passou mal sentindo fortes dores e teve que ser levado novamente ao PSC, onde ficou internado. Seu estado se agravou e ele morreu na manhã do último domingo. O pai do garoto, Anísio Ricci, registrou queixa no próprio dia 21, na Delegacia do Complexo do Coxipó. Segundo ele, o filho disse que dois homens armados com revólveres invadiram a casa porque encontraram a porta aberta. Para a surpresa do menino, se aproximaram sem dizer uma palavra. Em seguida, espancaram Paulo com vários chutes e murros até que ficasse lesionado. Ele disse que os dois são pardos e têm estatura mediana. Acrescentou nunca tê-los visto antes e nem sabia por que apanhou. Em seguida, os desconhecidos foram embora e nada roubaram, o que, se tivesse ocorrido, poderia caracterizar o crime de assalto. Uma vizinha que suspeitou do barulho socorreu o menino e, de imediato, ligou para o serviço do pai dele avisando sobre o ocorrido. Anísio Ricci disse suspeitar que o espancamento do filho tenha sido motivado por uma cobrança trabalhista. Ele acionou na Justiça uma ex-empregadora, proprietária de um estabelecimento comercial do mesmo bairro onde o pai do garoto trabalha. A ação está em juízo e ainda não foi julgada. Anteontem de manhã, ele e a esposa estiveram na DHPP e ratificaram as informações iniciais. Para eles, não existe dúvida de que o espancamento sofrido pelo filho tem conexão com a ação trabalhista. (AR)