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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 05 de Agosto de 2010, 19h:41

CAIXA DA FARMÁCIA

Ladrões sabiam que existiam de R$ 250 mil

A polícia informou que o caixa-eletrônico do Banco do Brasil arrombado na sexta-feira à noite, dentro de uma farmácia da avenida Mato Grosso, tinha cerca de R$ 250 mil em suas gavetas. Os assaltantes, que renderam cinco pessoas, estavam próximos de retirar o dinheiro do terminal quando chegou uma equipe de policiais militares da Rotam e prendeu os quatro ladrões, todos autuados em flagrante por tentativa de roubo. Foram presos Maximiliam Alex dos Santos, de 31 anos, Roberto Quintana da Silva, de 37, Divaldo Paulo da Silva, de 30, e Jamil Dias Xavier, de 36, que foi baleado no confronto com os policiais e continua internado no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), mas não corre o risco de morrer. “Mais alguns minutos e os bandidos já teriam recolhido todo o dinheiro, colocado em sacolas e teriam fugido. Chegamos no momento exato”, explicou um dos policiais. Os PMs da Rotam foram avisados do assalto por um vizinho que estranhou o cheiro de queimado e a fumaça vinda do prédio onde funciona a farmácia. Conforme os policiais, a informação sobre a quantidade de dinheiro armazenado no caixa-eletrônico teria partido de um dos responsáveis pelo reabastecimento, o que seria proibido, por questão de segurança. Essa informação está sendo investigada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil. Em seu interrogatório, Jamil Dias negou ser o chefe do bando, mas admitiu estar com a pistola. Os demais presos confirmaram que foram contratados pelo assaltante. Conforme o esquema, Divaldo foi o responsável pelo corte, que durou cerca de 30 minutos. Ele chegou a gastar um extintor inteiro para evitar que o maçarico torrasse o dinheiro. As investigações apontam a existência de um quinto integrante do bando que estaria dirigindo um Siena Prata, que não foi localizado. Os PMs da Rotam chegaram a deter dois ocupantes que estavam num Citroen C3, mas eles foram liberados por falta de provas. Assim que chegaram à farmácia, o proprietário foi obrigado pelos ladrões a negar que estivesse ocorrendo algo errado. Como suspeitou tanto da fumaça e do cheiro, a polícia acabou invadindo o recinto e trocando tiros com os ladrões. Todos foram presos. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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