POLÍCIA
Terça-feira, 09 de Outubro de 2012, 20h:48
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TROCA DE TIROS
Ladrão mata policial em Rondonópolis
Investigador estava transportando o malote de uma empresa e foi atingido no rosto. Um dos suspeitos foi preso e outro está foragido
Laura Nabuco
Da Reportagem
Uma troca de tiros com dois assaltantes resultou na morte do investigador da Polícia Civil Alcides Borges Napes, 48 anos, em Rondonópolis (distante 215 km de Cuiabá). O policial tentava evitar um assalto às margens da BR 364, por volta das 10h da manhã. Conforme o delegado regional do município, Percival Eleutério de Paula, o investigador havia se oferecido para fazer a entrega de um malote de dinheiro de uma empresa que suspeitava que um de seus funcionários estava sendo seguido pelos bandidos. Ele estava fazendo a entrega de intimações e foi prestar esse favor. Já tinha inclusive identificado os assaltantes e estava com a arma engatilhada entre as pernas, pronto para agir. Tanto é que um dos bandidos foi atingido também, conta o delegado. Embora estivesse protegido por um colete a prova de balas, Napes morreu ainda no local do crime. O disparo de um dos bandidos o atingiu no rosto. Natural de Campo Grande, Tiago Diniz Padilha, um dos assaltantes, foi baleado na região do abdome e está internado no Hospital Regional de Rondonópolis, onde passou por cirurgia. Segundo o delegado, ele já possuía passagem na polícia pelo crime de latrocínio. O outro assaltante fugiu do local, mas já foi identificado, conforme Eleutério. O nome dele, no entanto, não foi divulgado para não atrapalhar as investigações. Estamos fechando o cerco. Esperamos conseguir prendê-lo o mais breve possível. O delegado afirma que a motocicleta utilizada pela dupla na ação que resultou na morte do investigador já havia sido descrita por pessoas que prestaram queixa por terem sido assaltadas. Eles não tinham preferência. Roubavam de tudo um pouco: lojas, pessoas na rua, motos, diz Eleutério. Duas armas, sendo uma pistola e um revólver calibre 38, foram encontradas no local onde o crime ocorreu. Elas passarão por análise da Polícia Técnica (Politec). O investigador deixa esposa e uma filha de 21 anos. O delegado geral da Polícia Civil, Anderson Garcia, emitiu nota de pesar à família. Garantiu que a instituição está solidária e que não medirá esforços para prender os responsáveis pelo crime.