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POLÍCIA
Terça-feira, 04 de Dezembro de 2007, 18h:52

CASO VAGNER

Justiça condena acusados por roubo

A Justiça condenou os assaltantes Ronaldo Leandro da Costa e Edmilson de Oliveira, ambos de 24 anos, a sete anos e dois meses de prisão por roubo qualificado. Os dois foram inocentados da acusação de latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o garoto Vagner Floriano Rodrigues, de 9 anos. O crime ocorreu no dia 2 de março deste ano, no pátio de um posto de combustível, na avenida República do Líbano. Na prática, Ronaldo e Edmilson foram inocentados, pois deverão ser colocados em liberdade após o cumprimento de um sexto da pena - pouco mais de um ano. Ronaldo da Costa já havia sido condenado a 20 anos de prisão pelo latrocínio que vitimou a neuropediatra Denise Moreto Alves. Há sete meses, ganhou progressão de pena, passando ao regime semi-aberto. O Ministério Público Estadual (MPE) defendeu a tese de latrocínio para os dois réus. Para o MPE, como a troca de tiros existiu em decorrência do assalto, não é possível qualificar o resultado dos disparos como acidental, mesmo que o garoto não fosse exatamente o alvo. Segundo a sentença proferida pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Cuiabá, José Arimatéia Neves Costa, quem atirou no garoto Vagner foi o terceiro envolvido, um adolescente de 17 anos que participou do assalto ao posto. Na sentença, o magistrado destacou que “tudo indica que na verdade, apenas e tão somente os dois tinham a intenção de praticar o assalto ao estabelecimento comercial, não devendo, portanto, serem responsabilizados pelos fatos posteriores, aos quais não aderiram”. Vagner Floriano morreu na noite do dia 2 de março deste ano no momento em que tomava leite, no colo do pai, o borracheiro Carlos Rodrigues Gomes, de 37. Um policial militar trocou tiros com dois ladrões que roubaram o dinheiro do caixa do posto e fugiram numa motocicleta Bizz atravessando o pátio. No momento em que ouviu os disparos, Carlos pulou da cadeira e deitou-se no chão para se proteger dos tiros. “Vi, então, que meu filho estava sangrando. Percebi que um tiro acertou bem no braço. Foi tudo muito rápido”, disse. Conforme as investigações, o vigia fica na loja de conveniência, de onde tem uma visão panorâmica do local. Ao perceber o assalto, saiu para render os bandidos, mas a abordagem acabou em tragédia. “O militar agiu de forma imprudente atirando contra os bandidos, que atiram mesmo, porque não têm nada a perder”, observou um policial. (AR)

Edição EDIÇÃO 16969




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