POLÍCIA
Sábado, 17 de Agosto de 2013, 12h:41
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HOMICÍDIO
Júri condena réu a 18 anos e oito meses de prisão
O jovem Leandro Chaves da Silva, o Messi, de 22 anos, foi sentenciado a 18 anos e oito meses de prisão por assassinar Josinei da Silva, de 42 anos, e tentar matar Julieton Lázaro Rodrigues da Cruz, o Cadu, de 24, que seria o alvo do atentado. Cadu foi atingido na coluna e ficou paraplégico. O crime, ocorrido em fevereiro do ano passado, seria uma briga de gangue numa forma de demonstração de poder. O julgamento ocorreu anteontem pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, que foi presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. O jovem Cleomar Benedito Marques Neto, de 22, também foi julgado. Ele é acusado de passar a arma para Messi, mas o Ministério Público Estadual pediu a absolvição dele. Para o promotor criminal João Augusto Gadelha, Messi, que agora completou os 22 anos, praticamente destruiu a vida dele e da família da vítima que trabalhava numa empresa de limpeza e deixou esposa de dois filhos pequenos. Ele (Messi) ficará preso até quase os 30 anos. Os filhos da vítima crescerão sem pai. São duas famílias destruídas pela droga, observou. Gadelha lembra que se trata de um alerta para jovens que se envolvem com drogas e chegam a idade adulta no mesmo ritmo. Acabam disputando armas, motos e principalmente o poder nas gangues. Para isto, chegam ao extremo. Conforme o representante do Ministério Público Estadual, Messi tinha uma rixa com Cadu, proprietário de uma motocicleta Yamaha Fazer vermelha. O veículo teria sido usado num assalto a um policial militar. A moto foi levada para a cidade de Nobres (a 120 quilômetros da Capital). A desavença continuou e Messi aproveitou que Cadu tinha uma dívida de R$ 20 de entorpecentes para cobrá-lo. No momento da discussão, Josinei estava próximo e tentou separá-lo, mas foi atingido nas costas e na mão, morrendo no pronto-socorro de Cuiabá. O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro do ano passado num bar do bairro. Messi fugiu de moto, mas deixou o irmão que, por pouco, não foi espancado. O jovem acabou preso dois meses depois por porte ilegal de arma. Como a prisão pelo assassinato estava decretada, ele continuou preso. (AR)