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POLÍCIA
Sexta-feira, 29 de Junho de 2007, 19h:27

OPERAÇÃO DE RISCO

Júri condena 3 por crime em Poconé

Réus foram condenados por matar um policial para resgatar um preso da Delegacia da cidade; os outros três implicados serão julgados em julho

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Após cerca de 20 horas de julgamento, três dos seis envolvidos no assassinato do policial civil Joaquim da Costa Magalhães, de 52 anos, foram condenados ontem de madrugada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Poconé (cidade localizada a 100 quilômetros da Capital). O crime aconteceu durante uma tentativa de resgate de um preso em agosto do ano passado. Paulo Alexandre Soares da Silva, de 20 anos, foi condenado a uma pena de 25 anos e seis meses de prisão e Evandro Marques da Penha Amorim, de 19, pegou 24 anos e meio. O ex-policial militar Alessandro Neves da Silva, o “Cabelo”, foi penalizado com cinco anos por ser o mentor do crime. A pena de 25 anos e seis meses de Paulo Alexandre é a somatória de homicídio qualificado (13 anos), formação de quadrilha (02), promoção de fuga (02), dano qualificado (seis meses) e roubo de automóveis após a fuga (8). “São vários crimes cometidos em seqüência”, explicou o promotor criminal Reinaldo Segundo. Outros três envolvidos no crime também foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE), Robson José Pereira de Araújo, de 20, Sonaks Marques dos Santos, de 22 e Wilson Leonardo Ribeiro de Oliveira, de 20, e serão julgados dia 13 do próximo mês. O representante do Ministério Público Estadual (MPE) explicou que somente Wilson Leonardo tem participação no homicídio. Os demais, em crimes correlatos. “No caso, formação de quadrilha, roubo e danos. Eles invadiram uma Delegacia, mataram um policial, destruíram o prédio e roubaram carros na fuga”, explicou. O julgamento começou anteontem, às 8 horas e terminou após as 3 horas da madrugada de ontem. A princípio, seriam julgados os seis envolvidos, mas por causa de problemas envolvendo a defesa, a sessão do Júri foi adiada. As galerias ficaram lotadas durante todo o julgamento, presidido pelo juiz Edson Dias Reis. O crime, a época, chocou Poconé, cuja Cadeia Pública funciona na Delegacia Municipal. Na ocasião, cinco presos foram resgatados e um policial civil executado a tiros. A polícia descobriu que o resgate foi ordenado de dentro da Penitenciária Regional de Pascoal Ramos. As investigações apontam o ex-policial Alessandro como mentor da invasão. A cadeia pública de Poconé foi invadida no dia 3 de agosto, um sábado à tarde, quando os quatro rapazes armados com revólveres e uma pistola chegaram ao local atirando. Eles mataram o policial civil que estava na recepção. O tiro teria sido disparado por Paulo Alexandre. Ele alega que a vítima reagiu. Conforme as investigações, a invasão ocorreu porque Alessandro seria amigo do pai de Robson, o alvo do resgate. Através de um telefone celular, o ex-PM entrou em contato com os quatro invasores para preparar o resgate. Robson tinha sido preso quatro dia antes, por porte ilegal de arma, e seria indiciado por um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido um mês antes, em Poconé. Após o julgamento, Paulo e Evandro foram trazidos para a Penitenciária Regional de Pascoal Ramos e Alessandro, para o Cadeião em Santo Antônio de Leverger.

Edição EDIÇÃO 16967




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