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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quarta-feira, 07 de Novembro de 2012, 20h:34

ALTOS DA SERRA

Jovem tinha 258 trouxinhas em casa

A jovem Tabata da Silva Vasconcelos, de 18 anos, e o irmão dela, um adolescente de 16 anos, foram flagrados com entorpecentes escondidos no quintal da casa, na esquina das ruas Ipanema e Princesa Isabel, no bairro Altos da Serra. Os policiais encontraram ainda 258 trouxinhas, escondida no trilho da janela da cozinha. A prisão ocorreu anteontem à noite. Segundo os policiais, eles descobriram que o casal é filho de Luciana da Silva Nunes, sobrevivente da chacina do Altos da Serra, onde cinco pessoas foram assassinadas em 2001. A mulher foi executada a tiros em junho de 2004 e o marido dela, Márcio Cesar Pereira de Vasconcelos, executado dentro da Penitenciária de Pascoal Ramos – hoje Penitenciária Central do Estado – dias depois. No Plantão Metropolitano, a garota disse que aos 10 anos, quando ficou órfã, começou no tráfico de entorpecente “seguindo o caminho da mãe”. Relatou que compra sempre uma quantidade maior na praça do Caic, no Pedra 90, e revende as trouxinhas por R$ 10 cada, na esquina de sua casa. Durante a prisão dos irmãos, um tio dela, Luciano Nunes, de 21 anos, foi abordado e alega que R$ 850 que havia recebido do serviço de pedreiro, sumiu. “O dinheiro estava junto com o holerite”, queixou-se. Ele ficou de procurar a Corregedoria Geral da PM para registrar queixa contra os policiais. Luciana Nunes foi assassinada há oito anos porque era testemunha de acusação contra o mototaxista Edilson Siqueira no caso da “Chacina do Altos da Serra”, e também por tráfico de drogas, segundo o Ministério Público Estadual (MPE). O mototaxista responde processo como mandante da chacina. Luciana da Silva Nunes foi executada com quatro tiros em sua casa, no dia 7 de julho de 2004, no Altos da Serra, em Cuiabá. Três rapazes entraram no recinto e renderam a irmã da vítima e o namorado, levados para os fundos. Apagaram a luz da área e ordenaram que ninguém olhasse para o rosto deles. Esperaram cerca de uma hora e meia. Assim que Luciana chegou, um deles saiu atrás de uma árvore e começou a falar: “é ela, ela, quieta. Nós somos policiais”. Em seguida, os cúmplices saíram dos fundos da casa e ordenaram para que a vítima se deitasse no chão. A amiga de Luciana ficou de costas. Na seqüência, como se fosse um tribunal de inquisição, os três a executaram com quatro tiros. No dia seguinte, numa ação orquestrada, o marido dela, Márcio César Pereira Vasconcelos foi executado dentro da Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). Na ocasião, a filha estava com 10 anos e o irmão, com oito. Desde então, continuaram a morar na mesma casa da mãe. (AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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