POLÍCIA
Terça-feira, 28 de Julho de 2009, 20h:21
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PAUTA DE JÚRI
Jovem será julgado por matar adolescente dentro do Pomeri
Seis anos depois, o jovem Isaias Delfino da Silva, de 25 anos, será julgado pelo assassinato do adolescente Isaac Nazaré Gusmão Soares, de 16 anos, encontrado enforcado com um lençol dentro de uma cela do Complexo do Pomeri, onde os dois cumpriam atividades socioeducativas. O crime ocorreu no dia 28 de junho de 2003. O julgamento de Isaías está marcado para o dia 24 de agosto pelo Tribunal do Júri da comarca de Cuiabá, a ser presidido pela juíza Mônica Catarina Perry de Siqueira. A pauta de julgamento de agosto prevê 18 júris entre réus soltos e presos - cujo início está marcado para o dia 3 e o término, no dia 31. O primeiro julgamento é de Edmar Jesus da Silva, acusado de assassinar a tiros o adolescente Adavilson Ferreira de Carvalho, de 17 anos. Ele foi encontrado morto na madrugada do dia 19 de janeiro de 1997, no bairro Pedra 90. A polícia descobriu que Adavilson, em companhia de um cúmplice, havia assaltado um taxista. Eles combinaram uma corrida até o bairro Osmar Cabral, mas no local combinado o rapaz teria apontado um revólver para o taxista, que reagiu. O dono do carro tomou a arma e ainda atirou no garoto, que foi deixado sem documentos. Seguindo orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a magistrada elaborou uma pauta com julgamento de homicídios e tentativas antigos. O CNJ não priorizou réus presos, mas crimes que há muito tempo aguardam datas. Com isso, a expectativa é que para os próximos meses entrem em pauta casos mais novos. O CRIME - O assassinato de Isaac Nazaré ocorreu após uma disputa pelo poder no bairro Santa Isabel por gangues rivais, segundo a Polícia Civil. Na noite anterior, os dois foram colocados em um mesmo quarto (cela) do complexo. Ambos estavam internados por ter cometido tentativas de homicídio. Após ser enforcado, Isaac foi arrastado até o banheiro. Funcionários do Pomeri só foram localizar seu corpo no início da manhã seguinte. Entre os envolvidos com a execução, apenas Isaías era maior de idade. Na época, a direção do Pomeri admitiu ter sido uma atitude incorreta colocar os desafetos na mesma cela. A alegação é que, dias antes, ocorreu um princípio de motim, fato que causou a destruição de duas das 11 celas. Em virtude disso, o espaço para a separação dos internos ficou ainda mais reduzido. Dois dias após o princípio de motim, no Centro Acautelatório (onde permanecem aqueles que estão no aguardo de sentença para medidas socioeducativas), os adolescentes atearam fogo nos colchões. Isaías foi indiciado pelo homicídio e responde o crime em liberdade. (AR)