Embora metade dos assassinatos na Grande Cuiabá no primeiro bimestre seja de ex-presidiários, a polícia descarta a existência de um grupo de extermínio. As investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam para uma sede de vingança por parte de familiares vítimas desses ex-presidiários. Comprovamos a prática da justiça com as próprias mãos. São familiares que não ficam satisfeitos com a ação da Justiça e acabam praticando o assassinato. É a pior opção, porque a Polícia descobre tudo e quem se vingou vai para a cadeia, frisou a delegada Anaíde Barros. Conforme a delegada, os ex-presidiários assassinados são vítimas de vingança, pois, de alguma forma, praticaram um crime e alguém quer fazer um acerto de contas. A execução de Adriano de Lara Maldonado, de 26 anos, confirma essa linha de raciocínio. Ele foi morto a tiros no dia 16 de fevereiro, no residencial 8 de Março, em Várzea Grande. Com várias passagens pela polícia, Adriano havia brigado com ladrões de outro bairro. Então, montaram um plano para executá-lo. A ação criminosa, conhecido como armar casinha, consiste em chamar a vítima até um local. Lá, aparecem os criminosos que o executam. Em seguida, todos fugiram. (AR)