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POLÍCIA
Terça-feira, 26 de Setembro de 2017, 19h:41

CRIME EM PORTUGAL

Interpol faz buscas em casa de cuiabano suspeito de matar enteado

A Interpol cumpriu ontem mandado de busca e apreensão na casa do cuiabano Joaquim Lara Pinto, de 43 anos. Joaquim é suspeito de matar o enteado Rodrigo Lapa de 15 anos. O jovem foi morto em fevereiro de 2016 em Portimão, Portugal. Dois policiais portugueses estiveram em Cuiabá, no Bairro Tijucal, para cumprir o mandado que teve suporte de policiais federais de Cuiabá. A ação é uma cooperação internacional entre Brasil e Portugal. Joaquim não foi encontrado na residência. Apesar de não haver mandado de condução, a Polícia Federal confirmou que o suspeito foi, por meio do advogado, convidado a prestar esclarecimentos junto à polícia. A assessoria de comunicação da PF não deu mais detalhes do mandado, já que o caso vem sendo conduzido pela polícia de Portugal. Rodrigo desapareceu em 22 de fevereiro do ano passado e o corpo foi encontrado 10 dias depois, a 100 metros da casa onde vivia com a mãe e o padrasto. O principal suspeito do crime, Joaquim viajou para o Brasil logo após Rodrigo ter desaparecido. As informações levantadas pela polícia apontam que Joaquim já tinha as passagens compradas um mês antes da morte do adolescente. Rodrigo foi encontrado com as mãos amarradas e uma corda atada ao pescoço. Exames complementares divulgados pela Polícia Judiciária de Portugal apontam que o jovem foi morto por estrangulamento mecânico. Conforme informações da imprensa portuguesa, o crime teria ocorrido após uma discussão, onde Joaquim teria se escondido e esperado o adolescente sair do quarto para agarrá-lo pelo pescoço e arrastá-lo para a cozinha da casa onde viviam, mantendo-o imobilizado. Antes do corpo ser encontrado, Célia Barreto dizia que não acreditava que Joaquim teria envolvimento com o crime. Ela inclusive havia citado à imprensa portuguesa que o filho e o companheiro tinham um bom relacionamento. Depois a mulher alegou não ter contado o fato à polícia por medo de que Joaquim fizesse alguma coisa contra ela ou contra a filha que tem com ele. Célia Lapa confessou depois ter presenciado a agressão sofrida por Rodrigo e ouvido os gritos no dia do assassinato.

Edição EDIÇÃO 16967




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