O garoto que chefiou o assalto a uma casa no Jardim Primavera, em Cuiabá, abandonou os estudos. Morador no bairro Santa Isabel, cursava a sétima série e não trabalhava. A mãe explicou que o filho não necessita de trabalhar, pois ela ganha o suficiente para sustentá-lo. Ela estava revoltada porque ele não precisava se enveredar pelo mundo do crime. Para o delegado Paulo Alberto Araújo, da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), o último vínculo do adolescente é sempre com a escola. Fazer parte da evasão escolar já é um passo para entrar no mundo do crime. A direção da escola tem que informar ao Conselho Tutelar sobre a evasão, observou. Durante o assalto, o adolescente apontava um revólver para as vítimas e ameaçava atirar. Nervoso durante toda a ação criminosa, deixava as vítimas em pânico, porque ficou o tempo todo com a mão no gatilho. Esse menino ficou nervoso o tempo todo. Não via a hora dele atirar. Iria ser uma tragédia, comentou uma das vítimas. No entendimento de policiais do Plantão Metropolitano, o adolescente colocou as vidas dos reféns em risco uma vez que não sabia atirar e a qualquer momento poderia apertar o gatilho. (AR)