POLÍCIA
Sábado, 03 de Maio de 2008, 14h:48
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POLICIAL MILITAR
Gravação comprova hipótese de pistolagem
Uma gravação de um circuito de segurança de uma loja próxima da Alencar Motos mostra o momento em que um homem atira no cabo PM Gonçalo Henrique Pereira Alencar, de 30 anos, assassinado com três tiros anteontem de madrugada, na avenida Carmindo de Campos, Cuiabá. As imagens confirmam que se trata de um crime de pistolagem e não um latrocínio (roubo seguido de morte), como se chegou a ser cogitado pela polícia. Conforme a gravação, os tiros foram disparados a cerca de 30 metros, um atingiu o braço, outro perfurou o coração e o terceiro acertou a perna. Os disparos ocorreram no momento em que o cabo PM subia a porta da Alencar Motos, de sua propriedade. No início da madrugada, policiais militares do Serviço de Inteligência da PM detiveram um suspeito que foi ouvido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e liberado, por falta de provas. Não é ele (o autor do assassinato), explicou o delegado Antônio Esperândio, responsável pelas investigações. Segundo ele, as apurações apontam para o crime de pistolagem. Esperândio acrescentou que a vítima tinha muitos negócios e pode ser esse o motivo. O crime passional (motivado por paixão) está descartado, completou. O assassinato ocorreu à 1h40, após o alarme da empresa tocar em seu celular. De imediato, ele entrou em seu Celta preto e foi verificar o que tinha ocorrido. Assim que subiu a porta de entrada cerca de 40 centímetros, foi baleado. Mesmo ferido, o militar ainda atirou. O cabo PM ainda caminhou alguns metros e caiu morto em seu automóvel. Conforme as investigações, o alarme tocou duas vezes no feriado. O militar esteve na loja e nada de anormal ocorreu. Então, voltou para casa. De madrugada, retornou ao local e acabou executado. Cerca de meia hora antes do crime, a Central Integrada de Operações da Segurança Pública (Ciosp) recebeu uma denúncia de que um homem gordo, armado com um revólver, estava em atitude suspeita próximo da revenda de motocicleta. Os policiais do Ciosp não tiveram nem tempo de checar a denúncia. Cabo Alencar fazia parte da Força Tática do 1º Batalhão da Capital, atuando na região central e no Porto, principalmente na região da Carmindo de Campos, onde era comerciante. (AR)