POLÍCIA
Segunda-feira, 03 de Maio de 2010, 20h:35
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QUATRO MESES
Grande Cuiabá já soma 100 homicídios
O primeiro quadrimestre do ano terminou com 100 assassinatos na Grande Cuiabá, sendo 98 homicídios e dois latrocínios (roubo seguido de morte). A maior parte das execuções ocorreu na Capital. Deste total, cerca da metade foi com jovens entre 18 e 24 anos (incluindo adolescentes) executados a tiros, facadas ou espancados até a morte. Os números são cerca de 10% superiores aos do mesmo período do ano passado, conforme a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os dados são preocupantes e estão sendo levados em conta no Plano de Ação de Segurança (PAS) desencadeado pelo atual governador, que pretende continuar investindo na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), principalmente para atuação na Grande Cuiabá, que tem, proporcionalmente mais assassinatos de que o Estado inteiro. Em abril, foram registradas 17 execuções, quatro em Várzea Grande e 13 em Cuiabá, tendo a maior parte ocorrida nos fins de semana, em bairros afastados do Centro. São brigas em bares ou usuários de drogas que não pagam a conta, disse um policial. No mês de março, a proporção também foi desfavorável a Cuiabá, que teve 15 dos 22 assassinatos ocorridos naquele período. Os sete homicídios em Várzea Grande ocorreram também em bairros periféricos e também nos fins de semana. Com 100 execuções, as autoridades da área de Segurança Pública projetam um ano com cerca de 100 assassinatos, um número parecido com os últimos 15 anos. De 1995 para cá, apenas em dois anos é que não houve mais de 300 execuções. Entre 2000 e 2001 foram quase 800 execuções. Ainda bem que abaixou, mas o número ainda é alto, disse um funcionário da Sejusp. Nesses anos, os motivos são sempre os mesmos - tráfico de drogas, acerto de contas, briga em bares envolvendo pessoas embriagadas e, também passional (motivado por paixão). Policiais da DHPP dizem que o crime passional não tem como ser evitado, uma vez que o autor está decidido a matar o conjugue que o abandonou e não aceita mais a reconciliação. O latrocínio se evita com mais policiamento, reprimindo roubos. O crime motivado por drogas é só fazer repressão junto aos traficantes. O passional é impossível porque ninguém sabe quem está decidido a matar por causa do abandono ou, em muitos casos, por ciúmes, disse um policial. (AR)