O presidente do Sindicado dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepol), Dirceu Lino, disse não ter entendido porque o Governo do Estado não aproveitou o último concurso, em que 50 candidatos conseguiram a nota mínima, mas não foram chamados. Eles foram aprovados, mas não ficaram entre os classificados, embora a nota seja ótima, analisou. Para o sindicalista, o governo deveria ter tomado uma decisão política e chamado outros 36 profissionais que iriam suprir parte da necessidade. Hoje o nosso Estatuto, como está montado, dificulta a contratação de novos delegados, pois o tempo é lento. Dois anos de espera é muito tempo, frisou. Como é preciso dotação orçamentária para fazer um concurso, surgiu uma proposta simplista. O salário inicial de um delegado deveria ser metade do atual. A idéia seria pagar R$ 4.900 no início de carreira e que chegasse ao atual valor, que é vinculado ao salário do Governador. Hoje a diferença de quem entra e quem está aposentando é menos de R$ 500, explicou um delegado. Com isso, o dinheiro para pagar o salário de 35 delegados seria suficiente para contratar 70. A proposta, no entanto, é rechaçada pelo sindicato da categoria. A curto prazo é congelamento de salário, criticou Dirceu Lino. (AR)