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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008, 21h:09

REVERSO DA FÊNIX

Giovane responderá no Juizado Especial

Polícia concluiu investigações quanto a fechamento de 11 pontos do jogo do bicho em Cuiabá, mas não identificou crime, além da contravenção

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
O empresário Giovane Zem Rodrigues, genro do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, vai responder no Juizado Especial por contravenção penal devido a seu envolvimento com o jogo do bicho. Na tarde de ontem, a Polícia Civil encaminhou ao Fórum da Capital todos os procedimentos referentes à operação Reverso da Fênix, que fechou 11 pontos do jogo em Cuiabá e, entre outros, apreendeu cerca de R$ 28 mil em notas e recibos do jogo na casa de Arcanjo, no bairro Boa Esperança, administrada por seu genro. Na manhã de ontem, Giovane depôs à Polícia Civil. Ele negou que mantenha qualquer envolvimento com o jogo do bicho em Cuiabá. O advogado de Giovane, Danilo Alberto Zanetti, afirmou que o empresário não possui conhecimento de como tem se articulado o sistema de jogo de azar em Cuiabá desde o desencadeamento da operação Arrego, em outubro de 2007. Giovane foi preso em outubro do ano passado, após a operação Arrego, que combatia a prática do jogo de azar. Na época, o bicheiro Arcanjo foi transferido do presídio Pascoal Ramos, em Cuiabá, para o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS). Os presos, entre eles Giovane, estavam envolvidos não só com o jogo do bicho, mas praticavam suborno e ofereciam propinas a policiais os jogos de contravenção em funcionamento em diversas cidades do Estado. Arcanjo comandava a quadrilha de dentro do presídio com a ajuda do genro. Atualmente, não existem ainda evidências de envolvimento de Giovane com outros crimes. Por isso, o empresário vai responder somente por contravenção penal no Juizado Especial. Há uma semana, a operação Reverso da Fênix apreendeu cerca de R$ 28 mil em dinheiro, além de bilhetes, recibos recentes de apostas com a palavra “cambista” escrita, celulares e anotações referentes ao jogo do bicho na casa administrada pelo empresário, no bairro Boa Esperança. Para a polícia, o material apreendido é prova suficiente do envolvimento, até hoje, de Giovane Zem com o jogo do bicho em Cuiabá. Segundo o delegado Newton Braga, “os documentos falam por si”. Todos os pontos investigados pela Polícia Civil na Capital revelaram indícios da prática ilícita. Atualmente, segundo Zanetti, Giovane estaria envolvido somente com a administração do shopping RondonPlaza, em Rondonópolis. O dinheiro apreendido na operação Reverso da Fênix, disse Zanetti, seria referente aos aluguéis das lojas que compõem o shopping. Ao todo, a operação Reverso da Fênix apreendeu R$ 35 mil, que já estão à disposição da Justiça. Além de Giovane, outras dez pessoas vão responder por contravenção penal no Juizado Especial.

Edição EDIÇÃO 16961




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