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POLÍCIA
Sexta-feira, 04 de Abril de 2008, 20h:50

‘TRANSMACONHEIRA’

Garota de 16 é pega trazendo maconha do MS para Cuiabá

Uma adolescente de 16 anos foi presa em Mato Grosso do Sul com 16,4 quilos de maconha - distribuídos em 15 tabletes - que seriam trazidos para Cuiabá. A garota viajava num ônibus interestadual e escondeu a droga em caixas de piscinas plásticas infantil. A prisão ocorreu ontem de madrugada, na cidade de Jaraguari (a 40 quilômetros de Campo Grande), durante uma revista realizada por policiais rodoviários federais. Segundo os policiais, eles localizaram a droga nos brinquedos no setor de bagagem. Ao verificar o tíquete da bagagem, os policiais chegaram até a adolescente, que viajava num ônibus da Viação Medianeira com a linha Foz do Iguaçu (PR) até Vitória do Xingu (PA). Ela estava sozinha. No posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a jovem relatou aos policiais que recebeu os 15 tabletes de maconha em Ponta Porá (MS), onde embarcou. De lá, traria o produto para Cuiabá, não informando para quem entregaria a droga. Os policiais, no entanto, acreditam que o traficante a esperaria na rodoviária e nem quanto receberia pelo transporte. A adolescente foi levada junto com a maconha para a Delegacia Municipal de Jaraguari e autuada por tráfico de drogas. Os pais da garota foram informados e deverão visitá-la em breve. A menina deve ser transferida para uma unidade de atendimento a menores infratores de Campo Grande. Conforme os policiais, os traficantes estão intensificando o transporte de droga através de ônibus, principalmente de maconha que vem do Paraguai, por Mato Grosso do Sul. “Maconha vem para Cuiabá geralmente de ônibus, embora os traficantes utilizem também outros veículos”, explicou um policial. O uso de adolescentes como “mula” – pessoa contratada para o transporte de entorpecentes – está mais comum do que se imagina. Embora a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) da Capital não tenha estatística a respeito da rota entre Campo Grande e Cuiabá – conhecida como “transmaconheira” -, o número de garotos e garotas envolvidos com o tráfico é intenso. “A maior parte dos menores que passam por aqui possui ligação com o tráfico de droga e roubo. No caso de drogas, como traficante”, informou o chefe de operações da DEA, policial civil Wlademire Lima Barros. (AR, com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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