POLÍCIA
Domingo, 13 de Setembro de 2009, 01h:18
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AVENIDA MT
Garçom morre como vítima de bala perdida
Fato ocorreu por volta das 6h, ontem, depois de ter encerrado expediente e ido até local para fazer um lanche. Briga de estranhos originou disparo
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Uma bala perdida matou ontem de madrugada o garçom Anderson Luiz Pfeifer, de 34 anos. Ele pilotava sua motocicleta Honda e saía de uma lanchonete na avenida Mato Grosso. Do outro lado, ocorria uma briga em que duas pessoas foram atingidas. Na confusão, Cesínio Mameto de Abreu Filho, de 38 anos, foi baleado com cinco tiros no tórax e Thiago Ramos, de 22, baleado no pé. Um dos tiros acertou Anderson nas costas. O assassinato seguido de dupla tentativa ocorreu ontem, por volta das 6 horas. Os três foram levados ao Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) onde Anderson morreu após passar pelo box de emergência. Cesínio está internado em estado grave e Thiago foi liberado em seguida. Naquele momento havia poucas pessoas na avenida. O autor do assassinato foi identificado como Diego do Colorado, que fugiu após o crime. Segundo o relato de testemunhas, Anderson tinha saído de um bar na praça Popular, onde trabalha. E parou numa lanchonete onde sempre fazia um lanche. Ao sair, minutos depois, acabou baleado. Meu marido terminava o serviço e parava naquela lanchonete. Em seguida, ia para casa. A gente morava pertinho de lá, informou a esposa, Vânia Lube, que no final da manhã esteve no Instituto de Medicina Legal para providenciar o sepultamento. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Anderson estava no lugar errado e na hora errada. O alvo dos tiros era o outro (Cesínio), que foi atingido por cinco tiros, explicou um policial. A princípio, a briga entre Cesínio e Diego seria um acerto de contas. O criminoso teria esperado a vítima chegar ao local para atirar. Foram cinco tiros. Quem atira tanto assim não é para assustar, mas para matar. Então, tudo aponta para um acerto de contas, disse um policial. Após os disparos, Diego fugiu num táxi em direção ao bairro Ribeiro do Lipa. Os policiais acreditam que o tiro que acertou o garçom teria acertado Cesínio de raspão e transfixado. Não tem outra explicação. É preciso esperar o exame de necropsia, observou um policial. Diego não é conhecido da polícia. Com esse nome e apelido, ainda não foi detido por aqui. Talvez com o nome completo, é possível saber, explicou o chefe de operações da Delegacia do Verdão, policial civil Jesse James Figueiredo.