POLÍCIA
Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012, 20h:34
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VIOLÊNCIA SEXUAL
Garçom abusava da enteada há 3 anos
Homem estuprava a menina de 12 anos quando a mãe saia de casa para trabalhar e disse na delegacia que a vítima está mentindo
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O garçom Eraldo José da Silva, de 45 anos, foi preso acusado de abusar sexualmente da enteada de 12 anos, um crime que ocorria desde que ela tinha nove anos, informou a própria vítima. O garçom foi flagrado pelado no quarto pela mãe da menina, que não desconfiou de nada. Assim que ele saiu para trabalhar, a vítima disse à mãe que era abusada sexualmente há mais de três anos. Neste tempo, era obrigava a manter relação sexual com ele e ainda sofria ameaças. Conforme a menina, havia penetração embora ela relutasse para que ele não fizesse. Mesmo assim, não tinha coragem de contar para a mãe o que estava acontecendo em casa. O último estupro ocorreu na sexta-feira, no período vespertino, quando o acusado aproveitou a ausência da mãe que estava trabalhando. Anteontem, ele ficou pelado e se preparava para abusar sexualmente dela quando a mãe chegou. Ela disse à mãe que o suspeito havia apenas passado a mão nas partes íntimas dela. Nesse ínterim, o padrasto pegou a motocicleta e foi trabalhar num restaurante no centro de Várzea Grande. Após se certificar que a filha tinha sido abusada sexualmente por três anos, a mãe dela acionou a PM que localizou o suspeito. Na Central de Flagrantes de Várzea Grande, o garçom foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável. Aos policiais, ele negou ter abusado da enteada. Alegou que é coisa de mulherada, pois já foi acusado de estupro cinco vezes, levado a delegacia três vezes e nunca foi comprovado o crime. Com a prisão, o garçom será encaminhado para a Cadeia Pública de Várzea Grande, ficando à disposição da Justiça. O caso deverá seguir para a Delegacia da Defesa da Mulher, Adolescente e Idoso de Várzea Grande, onde a delegada Daniela Maidel vai ouvir a menina novamente. Caso seja necessário, a vítima terá assistência psicológica, pois o caso é considerado grave, uma vez que o agressor é alguém da própria família. O acompanhamento psicológico em casos como esse é importante porque as sequelas são grandes. A criança acaba sendo abusada por alguém que deveria dar proteção, observou uma policial plantonista.