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POLÍCIA
Terça-feira, 05 de Junho de 2007, 20h:37

EXECUÇÃO

Filho é morto na frente do pai no Canjica

Luciano de Moraes foi executado na manhã de ontem com um tiro na cabeça. Ele e o pai, José de Jesus, eram sobreviventes da tentativa de chacina no Bela Vista

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O jovem Luciano Lúcio de Moraes, de 19 anos, foi executado com um tiro na cabeça na frente de seu pai, José Alves de Jesus, o “Zeínha”, de 48, que conseguiu escapar da morte apenas porque a arma do assassino falhou. O homicídio ocorreu ontem, por volta das 10 horas, no centro comunitário do bairro Canjica. Os dois são sobreviventes da tentativa de chacina ocorrida no dia 11 de maio, no bairro Bela Vista, que deixou um saldo de dois mortos e dois feridos. Na ocasião, morreram Eliabe dos Santos Cartaxo, de 35, e o servente de pedreiro Sidnei Honorato Ramos, de 18. O adolescente W.V., de 17, foi baleado na perna e Alan Carlos da Silva, de 18, foi atingido de raspão na testa. As investigações apontam que Luciano e seu pai eram os alvos dos criminosos, mas eles estavam na cozinha onde se esconderam após os disparos. “Não escondi e nem meu filho. A gente já estava na cozinha e não saímos de lá. Só ouvimos os tiros”, disse João Alves. A partir daí, eles mudaram do bairro e foram viver em casa de amigos, no vizinho Canjica. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já identificaram o autor do assassinato de Luciano, mas não sabem se ele participou da tentativa de chacina. O nome do criminoso não foi divulgado. Ontem de manhã, José Alves e o filho Luciano foram para o centro comunitário que está abandonado e se transformou numa espécie de “fumódromo”. Lá, se encontraram com o criminoso e um amigo deste. Os quatro estavam no recinto e, em dado momento, o autor dos disparos foi até os fundos do prédio e retornou com um revólver para executar pai e filho. “Ele (o autor) atirou na cabeça de meu filho. A arma, primeiro, “lencou” (falhou). Então, atirou de novo e acertou. Em seguida, mirou para meu lado e a arma “lencou” de novo. Em seguida, correu”, disse apavorado José Alves. Luciano chegou a correr alguns metros, mas foi atingido por um tiro à curta distância. Segundo José Alves, o autor é um conhecido e sabe inclusive onde mora. Policiais militares estiveram na casa, mas havia fugido deixando a carteira de identidade. Policiais da DHPP fizeram buscas nas proximidades, mas não localizaram o autor. José Alves não sabe o motivo do assassinato do filho. Ele admitiu que Luciano tinha envolvimento com drogas. “Tinha sim, mas estava parando”, assegurou. O delegado Vaíte Eugênio de Oliveira colocou uma equipe para investigar o assassinato.

Edição EDIÇÃO 16968




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