Família não comprova problemamental alegado por assassino
A polícia informou que familiares do desempregado Lázaro Ribeiro da Silva, de 44 anos, preso em flagrante após matar com três marretadas o aposentado Antônio Moreira dos Santos, de 98 anos, não apresentou qualquer documento de que tenha sido internado para tratamento mental. Além disso, não levaram remédio de uso controlado como haviam informado. O mais estranho, segundo policiais plantonistas, é que ele negou a assinar o flagrante. Ele (Lázaro) disse que não iria assinar porque era louco. Você já viu louco admitir que tem problemas mentais?, observou um policial. No momento em que estava na cela, na Delegacia do Complexo do Planalto, onde funciona o Plantão Metropolitano, ele apresentava sintomas de que estaria sob efeito de drogas. Os policiais não descartam a hipótese de Lázaro estar drogado no momento em que executou o aposentado com três marretadas. A vítima poderia ter dado uma bronca nele (Lázaro) por causa da droga. Pode não ter gostado e, partiu para cima da vítima com uma marreta. Essa de surto de esquizofrenia como disseram alguns parentes não está comprovada, explicou um policial. O crime ocorreu na quinta-feira, por volta do meio-dia e meia. Levado em estado grave ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), o aposentado morreu por volta das 15h30. O flagrante, inicialmente de tentativa de homicídio, foi corrigido para homicídio. Lázaro confessou aos policiais que abordou o aposentado e perguntou se ele sabia rezar a oração Creio em Deus Pai. Como a resposta foi negativa, acertou três marretas na cabeça da vítima. Em seguida, fugiu do local e ainda escondeu a arma do crime. Os policiais disseram que, caso a família trouxesse qualquer comprovante de tratamento mental, o documento seria anexado ao flagrante. Com isso, o juiz plantonista poderia determinar a internação de Lázaro. (AR)