POLÍCIA
Terça-feira, 20 de Março de 2012, 21h:37
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Fabricantes de agrotóxico são indiciados
Sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos, receptação, fabricação e transporte em desacordo com a legislação ambiental e formação de quadrilha durante as investigações da operação Paracelsus, deflagrada no dia 13 de março em municípios do Paraná e São Paulo. O bando falsificava agrotóxico e vendia para todo o país com nota fiscal de vitamina especial e uma grande quantidade foi apreendida em Várzea Grande. Segundo o delegado Carlos Cunha, da Delegacia do Meio Ambiente, foram indiciado os proprietários da empresa, três filhos e dois gerentes. O delegado informou que não foi possível cumprir o mandado de busca e apreensão no escritório da empresa pelo fato de a firma ter mudando de endereço no final do ano passado. Mas isso não inviabilizou o resultado da operação, pois a Polícia Civil conseguiu comprovar a falsificação do agrotóxico e fechar seu principal ponto de produção. Todo o agrotóxico apreendido em Várzea Grande e que deu origem à investigação foi periciado. Houve a comprovação de que o produto estava sendo distribuído de forma inadequada, colocando em risco as pessoas que o manuseava e a saúde da população que consumia os alimentos provenientes das lavouras que o utilizavam como inseticida. Na fábrica, localizada no município de Bady Bassit (PR), a operação apreendeu 200 quilos do veneno Standak, que utilizada o mesmo principio ativo do Regent WG800, o Fipronil, ambos falsificados. A fábrica foi fechada pela polícia por não ter licença ambiental de funcionamento. Com a apreensão de mais de 100 litros do Regent WG800, ao longo de um ano, em caixas com notas fiscais de vitaminas, na agência distribuidora dos Correios, em Várzea Grande, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente descobriu que o produto, fabricado com autorização pela empresa Basf, era falsificado em uma fábrica no município de Bady Bassit, de onde era comercializado. O veneno é considerado altamente tóxico e contém o principio ativo Fipronil, utilizado para controle de plagas na plantação de cana-de-açúcar. O produto falsificado contém uma dosagem menor do princípio ativo. Ele é vendido em embalagens reutilizadas do verdadeiro produto, com rótulo e lacres falsos. No Call Center da empresa denominada Biofarm, de produção de produtos orgânicos, em São José do Rio Preto, os policiais apreenderam vasta documentação que comprova a venda ilegal do veneno, tais orçamentos e pedidos dos produtos despachados pelos Correios para compradores de todo o Brasil. O agrotóxico era enviado com notas fiscais de vitaminas especial, ao valor médio de 2 mil, enquanto que o verdadeiro produto é comercializado por cerca de R$ 6 mil. (AR)