POLÍCIA
Quarta-feira, 11 de Junho de 2008, 20h:14
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POLÍCIA MILITAR
Ex-PMs são presos em Juína por extorsão
A Polícia Civil desarticulou em Juína (cidade a 735 quilômetros da Capital) uma máfia da cobrança que funcionava há cerca de cinco anos na região. A quadrilha era chefiada por dois ex-policiais militares e um agente prisional que praticavam extorsão. Trata-se do ex-agente prisional Levi Paim Tunes, de 35 anos, e dos ex-PMs Eudes Adão Conrado e Júnior Cavalcante Santana, que estão com a prisão temporária decretada por 30 dias. Segundo as investigações chefiadas pelo delegado Alexandre Franco, a especialidade deles era extorquir dinheiro de pessoas que estavam devendo no comércio. Quando o devedor não efetuava o pagamento, era ameaçado e seus bens tomados como forma de pagamento. Situação semelhante ocorreu há cerca de 12 anos em Cuiabá, quando a Polícia Civil investigou a máfia da cobrança. Há muito tempo eles efetuam cobranças na região. As cobranças eram executadas com grave ameaça e até utilização de arma de fogo como forma de pressão, consistindo em crime de extorsão, explicou Alexandre. Conforme as investigações, nenhum dos suspeitos possui emprego fixo. Sobrevivem exclusivamente de bicos, porém ostentam veículos de luxo, imóveis, barco e realizam festas constantes. Vivem com padrão de vida incompatível com a condição de desempregados, destacou o delegado. Levi é apontado pela polícia como o chefe da organização cuja especialidade é a cobrança de dívidas na qual as vítimas eram ameaçadas e sofriam violência física. Os PMs participavam da máfia da cobrança. Levi está preso assim como Júnior. Eudes ficou de se apresentar à polícia. As investigações da máfia da cobrança em Juína começaram há cerca de dois anos. Nesse ínterim, os três envolvidos já tinham antecedente. Levi Paim é investigado em cinco inquéritos e tem duas ações penais. Também já foi indiciado por formação de quadrilha, extorsão, estelionato, abuso de autoridade, agressão a presos e agora mais três crimes entrarão na lista. Há cerca de quatro anos, foi exonerado pelo Sistema Prisional. Conforme o delegado, Júnior Santana foi preso por duas vezes, uma por tráfico de drogas, na cidade de Porto Velho (RO), e outra por estupro, em Juína. Foi desligado da Polícia Militar em 2006, a bem do serviço público. Eudes já foi preso, indiciado e processado por delitos como roubo a banco e abuso de autoridades. Foi expulso da Polícia Militar em 2004. O delegado assegurou que a quebra do sigilo bancário vai ajudar a polícia comprovar a incompatibilidade do patrimônio dos acusados. A documentação passará por uma perícia contábil. (Com assessoria)