POLÍCIA
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009, 21h:19
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CONDENAÇÃO
Ex-PM pega mais de 8 anos por execução de assaltante
O ex-policial militar foragido da Justiça Luiz Fernandes Evangelista, o Luiz Carniça, de 45 anos, foi condenado a oito anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Abimael Amaral Ferreira, o Bimba, ocorrido há 16 anos. O julgamento foi anteontem pelo Tribunal do Júri da comarca de Cuiabá. O ex-PM estava preso desde o dia 15 de abril, ao parar no estacionamento do Fórum Criminal da Capital. No total, a sua condenação passa de 30 anos e inclui dois homicídios e duas tentativas. O assassinato de Abimael ocorreu no dia 13 de agosto de 1993. Luiz e mais dois militares que trabalhavam no Serviço Reservado da Polícia Militar se depararam com Abimael às margens da rodovia Emanuel Pinheiro, no local onde funcionava o lixão da Capital. Conforme denúncia movida pelo MPE, os três militares estavam armados com revólveres e metralhadoras e acertaram cinco tiros nas costas da vítima. Abimael e mais quatro rapazes se encontravam acampados havia dois meses no local, onde permaneciam durante o dia e saíam à noite para praticar furtos, arrombando várias casas na região. Em face disso, os três militares começaram a investigar o bando. Ao chegar, um dos cinco rapazes teria aberto fogo contra os PMs e fugiu, momento em que os policiais efetuaram disparos de revólveres e metralhadora contra eles, atingindo a vítima pelas costas. Com Abimael, os PMs apreenderam um revólver calibre 32, que não funcionava. Moradores do bairro disseram que Luiz agiu como um justiceiro, uma vez que a vítima praticava assaltos e outros crimes no bairro, inclusive sendo suspeito de estupro. O ex-militar deveria ser julgado por esse crime em agosto de 2007, mas o júri foi adiado. Condenado a 13 anos de detenção pelo assassinato de um gari em 1992, ele estava com a prisão preventiva decretada pela Vara de Execuções Penais. Ele havia trazido três testemunhas que iriam depor a seu favor no caso, pleiteando a revisão do processo e a extinção da condenação. Contudo, como ele mesmo trouxe as testemunhas, o Ministério Público Estadual (MPE) concluiu que elas estavam sendo induzidas a mudar o depoimento, o que não teria validade legal. A prisão de Luiz ocorreu após um dos PMs que fazem a vigilância checar a documentação dele e descobrir que estava sendo procurado pela Justiça. O ex-policial recorreu em liberdade, mas perdeu a apelação e teve a prisão preventiva decretada. Do estacionamento do fórum, ele foi levado diretamente para o Cadeião em Santo Antônio de Leverger, onde funciona o Presídio Militar. Luiz foi condenado também a nove anos de prisão por uma dupla tentativa de assassinato. (AR)