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POLÍCIA
Terça-feira, 09 de Agosto de 2022, 17h:21

OPERAÇÃO CHAPEIROS

Ex-dirigentes de sindicato são presos pela execução de advogado

O crime teria sido motivado após uma ação de Antonio Padilha na Justiça do Trabalho, para destituir o grupo da direção

Da Redação
PJC/Reprodução
Antonio Padilha (destaque) tinha 60 anos. Crime envolve questões ligadas a sindicato, segundo investigações da PJC

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu, na tarde desta terça-feira (9), duas pessoas acusadas do assassinato do advogado Antônio Padilha de Carvalho.

Adinaor Farias e Joemir Ermenegildo, ex-presidente e ex-tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Avulsos (Sintramm), respectivamente, foram presos, na tarde desta terça-feira (9), durante a deflagração da Operação Chapeiros.

As investigações apontam que a dupla atuava na direção do sindicato.

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O crime teria sido motivado após uma ação postulada pelo advogado Padilha na Justiça do Trabalho, para destituir o grupo da direção.

O profissional, que tinha 60 anos, foi morto em um semáforo, no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá, no dia 4 de dezembro de 2019.

Os bandidos utilizaram uma motocicleta para perseguir a vítima, que dirigia um veículo Fiat Cronos.

Padilha seguia por uma das avenidas do bairro, quando parou em um semáforo.

Na sequência, os assassinos se aproximaram e atiraram diversas vezes no advogado.

Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

A partir da análise de filmagens de câmeras de segurança, durante o trajeto percorrido pelo advogado, os investigadores identificaram que dois homens em uma motocicleta preta o seguiram desde que ele saiu de casa, no bairro Altos do Coxipó, até o ponto onde o crime ocorreu, no Jardim Leblon. 

Uma das hipóteses iniciais era a de que ele seria vítima de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte).

Essa hipótese, no entanto, foi descartada no curso das investigações. 

Antônio Padilha foi executado à queima-roupa quando parou no semáforo e a esposa chegou a ser atingida por alguns estilhaços. 

A operação é coordenada pelo delegado Marcel Gomes de Oliveira, com supervisão do delegado titular da DHPP, Fausto Freiras.

O trabalho contou com apoio de 30 policiais da homicídios e da Gerência de Operações Especiais (GOE).


Edição EDIÇÃO 16968




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