POLÍCIA
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, 20h:14
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CASO GIL
Ex-capitão da PM ganha o semiaberto
Depois de ficar oito anos presos, ex-oficial da PM Mário dos Santos, condenado por atentar contra vida de delegado ganha condicional
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Após oito anos preso, o ex-capitão PM Mário do Carmo Moreira dos Santos, 60, ganha liberdade condicional. Ele cumpria pena num presídio militar e desde ontem está em regime semiaberto. Além da condenação de 10 anos como mandante do atentado contra o delegado da Polícia Civil Roberto de Almeida Gil, em novembro de 1.997, pesam contra o ex-oficial da PM outras sentenças que totalizam 48 anos. A reportagem entrou em contato com advogado Neyman Monteiro e ele confirmou a progressão de pena. Ninguém pode ficar preso por mais tempo que a lei determina e no caso do meu cliente os requisitos para obter a liberdade extrapolaram os limites, por esse motivo lhe foi concedida a progressão e ele foi colocado em liberdade, destacou. Ele não informou em qual prisão o ex-militar cumpria pena. Em 2001, o ex-militar foi preso em Tangará da Serra e condenado a 30 anos de prisão, sendo 14 por tráfico de drogas. Segundo a sentença, ele colaborou com traficantes bolivianos dando apoio logístico ao levar combustível para os criminosos sendo sentenciado pelos crimes de roubo de carreta e receptação. Ainda em 2001, capitão Carmo foi excluído dos quadros da corporação. O ex-policial militar foi exonerado em janeiro daquele ano. Entrou com recurso alegando que havia contribuído para sua aposentadoria. Ele ganhou em primeira instância, mas depois a decisão foi revogada. Na sua ultima prisão em julho de 2007 o ex-capitão foi preso por policiais federais que o flagraram com 21,7 quilos de cocaína, sendo enquadrado pelo crime de tráfico de drogas. Com a progressão de pena, Mário do Carmo Moreira dos Santos poderá trabalhar durante o dia. A tentativa de homicídio contra o delegado Gil, aconteceu dia 5 de novembro de 1997, quando este chegava em sua residência no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá, quando ele descia de sua picape, mas percebeu um Fiat Uno estacionado de forma suspeita. Ele desceu armado e percebeu que tinha gente atrás e na frente e o Gil foi atirando pela frente e por trás. Com isso, conseguiu se salvar, relembrou um delegado amigo dele. Dois suspeitos, Paulo Reichel e Francisco Tavela, foram baleados por Gil. Um terceiro conseguiu fugir e até hoje não foi identificado. Horas depois, Francisco foi encontrado morto em uma estrada deserta na saída da Capital. Paulo foi levado ao Pronto-Socorro Municipal (PSC) que foi invadido por homens encapuzados que o executaram a tiros e abandonaram o corpo no pátio de um posto de combustível.