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POLÍCIA
Sábado, 15 de Agosto de 2009, 12h:52

Estresse pós-traumático acaba se instalando

Com a violência chegando dentro dos lares, a vida urbana tem se tornado cada vez mais propícia a traumas. Em conseqüência disso, pessoas que ficaram reféns de bandidos costumam apresentar em seu comportamento evidências de um transtorno que a Psicologia, feitas as devidas análises, pode enquadrar como Estresse Pós-Traumático. São perturbações que necessariamente trazem de volta a memória de um trauma, fazendo com que a pessoa reviva aquele momento de tensão. O comentário é do psicólogo clínico Renato Molina, que também aponta: muitas vezes, as vítimas de traumas apresentam comportamentos que são ridicularizados pelas outras pessoas, mas que merecem um olhar mais cuidadoso. Pode acontecer de tais comportamentos – como uma ansiedade contínua ou depressão – se repetirem tanto a ponto de evidenciarem que aquela pessoa passou a perder em qualidade de vida por conta de um episódio do passado. Uma coisa é, semanas após o trauma, o indivíduo se tornar extremamente cauteloso e vigilante. Outra é ele se manter assim exageradamente quando o trauma já deveria estar esquecido. Ou, como diz Molina, “outra coisa é reviver continuamente a situação. Se as respostas decorrentes do trauma aparecem por um período que se prolonga, tem uma doença se instalando ali”. O Estresse Pós-Traumático começou a ser estudado com soldados no pós-guerra. Pesquisas apontam que as mulheres são mais susceptíveis ao transtorno que os homens, mas que, na população em geral, pouco mais de 1% das pessoas que passam por traumas apresentam o transtorno. A pessoa que procurar ajuda psicológica por sofrer com Estresse Pós-Traumático pode se recuperar com até um ano de acompanhamento em conjunto com psiquiatra. (RD)

Edição EDIÇÃO 16962




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