A polícia confirmou o esquema de prostituição dentro do Presídio Central do Estado (PCE) em que mulheres utilizam carteiras individuais de visitas (CIV) falsas para fazer programas com os detentos. Algumas fazem até oito por dia de visita, cobrando entre R$ 20 e R$ 50, variando de acordo com a idade e o peso do cliente. A prisão da lavadeira de roupa Eliett Donizett Olegário, de 42 anos, anteontem à tarde, ilustra o funcionamento do esquema. Eliett que diz ser prostituta também foi presa no final da tarde assim que saía da visita. O diretor do presídio não reconheceu sua assinatura, que estava escaneada, pois ele assina individualmente cada CIV. Ao ser flagrada com documento falso a lavadeira alegou que foi visitar o companheiro, mas o nome do preso era apenas de um homem com quem fazia programa sempre. Segundo a lavadeira, ela foi visitar o filho que estava preso há cinco meses. Lá, encontrou um rapaz que se identificou como Tuca que a convidou para fazer programas com os presos. Tuca ficou encarregado de arrumar os clientes, presos da mesma ala. Os programas eram feitos ali mesmo na cela. Mas, para entrar no raio 8, precisava de uma outra carteirinha e não teve dificuldades em encomendar uma falsa. O que chamou a atenção foi a forma como ela conseguiu. Relatou que foi abordada por um homem em frente ao Presídio Central do Estado. Ali mesmo ele tirou minha foto, acrescentou. Com a carteira falsa, ela conseguia entrar e fazer os programas. No dia anterior, quatro mulheres foram presas também com CIV falsas. Elas alegaram que foram visitar seus maridos, mas os agentes prisionais acreditam que elas foram mesmo fazer programas. Ninguém tem necessidade de entrar com documentos falsos. A não ser com segundas intenções, explicou um dos agentes. (AR)