O Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Cáceres, juntamente com o Centro de Direitos Humanos, Conselho Municipal de Meninos e Meninas de Rua e Conselho Municipal de Direitos do Adolescente entram, semana passada, com uma representação junto ao Ministério Público pedindo a interdição da Delegacia Especializada da Criança e Adolescente, que funciona no bairro Jardim Padre Paulo. O conselheiro Edson Penha Mendes, diretor do CDH, informa que há uma série de irregularidades no local, apontadas em um relatório após vistorias feitas na delegacia. Os menores vivem ali em condições sub-humanas, falta assistência médica, jurídica, educacional e psicológica. "São condições que ferem de maneira escandalosa o que preceitua o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), afirmou. Chegou ainda ao conhecimento dos representantes da entidade um outro fato, de que policiais responsáveis pela segurança da DEA estariam espancando garotos no interior das celas, e que um menino de 15 anos teve que passar por uma cirurgia de estômago em decorrência da violência sofrida. A denúncia está no relatório e as entidades defendem a imediata interdição da delegacia. Atualmente 13 menores estão no local, todos garotos. Na última inspeção, nenhuma menina estava detida.