POLÍCIA
Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010, 19h:12
A
A
MISTÉRIO
Encontrado corpo com sinais de tortura
O corpo de um homem ainda não-identificado e com indícios de tortura foi encontrado em decomposição num terreno na região do Coxipó, entre as avenidas Arquimedes Pereira Lima e Fernando Corrêa. O desconhecido estava embrulhado numa lona clara e tinha uma corda amarrada no pescoço. Como o cadáver estava em decomposição, a polícia calcula que ele estivesse morto há cerca de 20 dias. O local é considerado de difícil acesso. Técnicos em necropsia disseram que, por causa da decomposição, não seria possível precisar se a vítima foi executada a tiros, a golpes de faca ou a pancada. Com certeza, morte natural não foi e nem suicídio, lembrou um técnico. No entendimento de policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os autores do assassinato agiram de forma cruel, uma vez que, além da execução, ainda embrulharam o corpo e amarraram o pescoço com uma corda. Tudo indica que o cadáver foi enrolado numa lona para fazer o transporte do local onde foi assassinado para onde foi jogado. O que não está claro é em relação à corda no pescoço, observou um policial. Os policiais acreditam que os criminosos planejaram até onde iriam desovar - matar num local e jogar em outro - o corpo, uma vez que o local é de difícil acesso. O cadáver foi localizado por populares que passaram pelas proximidades e, mesmo assim, uma pessoa chegou próximo para se certificar. A princípio, o crime seria um acerto de contas. A delegada Anaíde Barros, de plantão na DHPP, esteve no local iniciando as investigações, mas ela informou que o caso será transferido para outro delegado, uma vez que seus inquéritos são de homicídios ocorridos em Várzea Grande. Os policiais acreditam que, somente com a identificação da vítima é que poderão avançar nas investigações. Eles adiantaram que vão procurar alguma pessoa desaparecida com as características no setor de desaparecidos da DHPP. Com a divulgação da localização do cadáver, é possível que os familiares procurem o Instituto de Medicina Legal nos próximos dias para fazer o reconhecimento. Com isso será possível saber o que a vítima fazia, se estava sendo ameaçada e coisas do gênero. Alguma pista para esclarecer esse caso, vamos conseguir, disse um policial que participa das investigações. (AR)