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POLÍCIA
Sexta-feira, 23 de Março de 2007, 20h:20

OPERAÇÃO PADRÃO

Em dois dias, 131 presos em Mato Grosso

Trabalho integrado entre as polícias, seguindo tática nacional, levou a detenção de homicidas, latrocidas e assaltantes na Capital e interior

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil prendeu 131 pessoas até a tarde de ontem, durante a Operação Geral Nacional, num balanço parcial divulgado pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Foram mais de 50 na Grande Cuiabá e o restante no interior, todos com mandados de prisão preventiva por diversos crimes, como homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), roubo, incentivo a prostituição e principalmente tráfico de drogas e formação de quadrilha. Após as prisões, a Polícia Civil se deparou com um problema indesejável. Os policiais descobriram que não havia vagas suficientes nas unidades prisionais da Grande Cuiabá. Dos presos na Capital, 24 ficaram no anexo 1 da Penitenciária Regional de Pascoal Ramos, que funciona no prédio da Gerência Estadual da Polinter (Gepol). Diante do problema, o secretário Carlos Brito anunciou a construção de três Centros Provisórios de Detenção (CPD), todos no interior. No final da manhã, os detentos do anexo 1 foram transferidos para outras unidades prisionais - Penitenciária de Pascoal Ramos, cadeias do Carumbé e Várzea Grande, que estão superlotadas. Entre as apreensões realizadas até o momento na operação, sobretudo no interior, foram 12 armas de diversos calibres, além de uma garrucha artesanal e revólveres e pistolas. Munições também foram apreendidas. Quanto às drogas, foram encontradas maconha, pasta-base, cocaína e craque. Carlos Brito, secretário estadual de Justiça e Seugrança, comentou, em entrevista coletiva, que houve uma integração entre as polícias Civil, Militar, Poder Judiciário, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública. “Sem essa integração, não ganharíamos em agilidade e uma legalidade reconhecida”, completou. Na Gepol onde concedeu entrevista, o secretário acrescentou que intensificará o combate ao crime no Estado ao renovar convênio com outros Estados a respeito de operações em conjunto e troca de informações. “Precisamos dessas parcerias, porque crimes como tráfico de drogas e roubo de carros possuem ramificações em todo o país”. O diretor de Polícia Metropolitana, Elias Miguel Daher, explicou que essa operação nacional respeitou a peculiaridade de cada Estado. No caso da Grande Cuiabá, os policiais priorizaram o combate ao tráfico de drogas. “Lógico que numa boca-de-fumo é possível apreender objetos furtados ou roubados que viciados trocam por drogas. E em dois casos, localizamos drogas e, conseqüentemente, prendemos três pessoas sob acusação de tráfico”. A operação que começou na segunda-feira terminou ontem à noite. O resultado final será conhecido hoje, mas de longe superou todas as expectativas. Os policiais projetavam até 50 prisões. “Mato Grosso poderá ter um dos melhores desempenhos de todo o país”, comemorou o secretário.

Edição EDIÇÃO 16967




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