POLÍCIA
Sexta-feira, 09 de Setembro de 2011, 19h:04
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TRÁFICO
Dois irmãos são presos em uma boca no Tijucal
A Polícia Militar acusa Jailson Luiz da Silva Moura, o Seco, de 24 anos, e Jairo da Silva Moura, de 25, de esconderem 25,5 quilos de maconha em casa
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Dois irmãos foram presos com 25,5 quilos de maconha escondidos numa sacola, nos fundos de uma casa no bairro Tijucal. Trata-se de Jailson Luiz da Silva Moura, o Seco, de 24 anos, e Jairo da Silva Moura, de 25. A prisão ocorreu por volta da 1h30 de ontem, após os policiais militares receberem uma denúncia anônima sobre a famosa boca do Seco, que estaria prestes a receber um grande carregamento de maconha. Após observar a chegada de um Gol branco, os policiais se aproximaram para abordar um grupo de pessoas e perceberam que Seco e o irmão dele saíram correndo e entraram numa casa. Com um deles, foram apreendidas quatro trouxinhas e R$ 24 em notas miúdas. Ao checar o quintal, depararam com 28 tabletes do entorpecente, que estava escondido em duas sacolas numa moita próximo da porta da cozinha. Sabíamos que havia muito mais que algumas trouxinhas com a dupla. Então, fizemos buscas no quintal e encontramos o carregamento de maconha, disse um dos policiais que participou da apreensão do entorpecente. No Plantão Metropolitano, Jailson detalhou o esquema da vinda da maconha, que é produzida no Paraguai, passa por Mato Grosso do Sul até chegar em Cuiabá para abastecer as bocas-de-fumo tanto da Capital como de Várzea Grande. Ele relatou que o carregamento chegou na última terça-feira de ônibus vindo da cidade de Coxim (MS), onde a pegou em consignação de um traficante local. Os 28 tabletes foram deixados na Rodoviária do Coxipó e ele se deslocou para lá de ônibus e, para disfarçar e não correr o risco de uma abordagem surpresa, retornou para casa de táxi levando a maconha em sacolas. Ele acrescentou que o entorpecente seria usado para abastecer as bocas-de-fumo da Grande Cuiabá. Embora o rapaz tenha dito que venderia cada tablete por R$ 600, os policiais calculam que o quilo da maconha esteja sendo comercializado por R$ 10 mil, uma vez que as trouxinhas, tanto de pasta-base como maconha, se equivalem no preço. O traficante garantiu que lucraria R$ 100 por venda de cada tablete, mas se conseguisse um preço maior, ficaria com o valor. Depois de vendido, iria repassar via depósito bancário o total conseguido com a venda dos tabletes. Tanto Jailson como Jairo foram autuados por tráfico de drogas e serão encaminhados para o Presídio Central do Estado (PCE), ficando à disposição da Justiça.