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POLÍCIA
Terça-feira, 16 de Março de 2010, 20h:02

ESTELIONATO

Dois compram gado com cheques roubados

Policiais da Delegacia do Complexo do Verdão prenderam dois homens acusados de estelionato, que haviam comprado 14 animais - entre gado e carneiros – usando cheques roubados. A prisão deles ocorreu anteontem à tarde, após o proprietário dos animais procurar uma agência bancária e tentar descontar um cheque no valor de R$ 4.153. O caixa, que estava de sobreaviso, informou a polícia. Os presos são Abraão Fernandes Ribeiro, de 40 anos, e Amarildo Claudino Chorro, de 35. O proprietário do caminhão fretado pela dupla para transportar quatro cabeças de gado e uma égua desconfiou deles porque, a cada momento, indicavam um local para deixar os animais. Ele, então procurou a Delegacia do Verdão. “Assim que chegamos com a proprietária dos animais na delegacia, deparamo-nos com o caminhoneiro e apreendemos o gado e a égua”, explicou um policial. A partir daí, os policiais prenderam Abraão e Amarildo, que estavam num Corsa preto, na rodovia Mário Andreazza. Com eles, apreenderam mais um cheque em branco. Eles haviam dado outro cheque, no valor de R$ 1 mil, para o dia 23 de abril. Conforme os policiais, as folhas de cheques foram compradas pelos golpistas por R$ 50. Elas fazem parte de um lote roubado de uma empresa de auto-peças localizada na avenida Miguel Sutil, há duas semanas. Abraão é um velho conhecido da polícia que saiu da cadeia no dia 3 deste mês. Ele estava preso havia nove meses também por estelionato. Há dois anos, denunciou que estava sendo extorquido por dois policiais da Delegacia do Verdão. Ele chegou a acionar o Gaeco, que pediu a prisão temporária dos policiais. Amarildo, por sua vez, foi preso em setembro do ano passado, durante a Operação Strokee, desencadeada pela Polícia Civil do Tocantins em conjunto com a Delegacia Fazendária de Mato Grosso. Foram presas sete pessoas e, entre elas, Amarildo. Na ocasião, foi acusado de “alugar” contas correntes de pessoas humildes para depositar o dinheiro da extorsão. O golpe era aplicado em caminhoneiros barrados nos postos fiscais dos estados, por problemas na documentação. Os estelionatários entravam em contato com os donos das cargas, se passando por fiscais da Secretaria de Fazenda, e pediam dinheiro para liberar a carga. Só em Mato Grosso eles fizeram 15 vítimas. Por usarem telefones públicos para aplicar o golpe, este ficou conhecido como o “golpe do orelhão”. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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