A Polícia Civil divulgou o retrato-falado de um maníaco que estaria atacando no bairro Paiaguás, em Cuiabá. O retrato foi confeccionado através de informações fornecidas por uma vítima do criminoso, estuprada em março deste ano. Trata-se de uma mulher de 25 anos que estendia roupas no quintal de sua casa. Ele a rendeu e, além de abusar sexualmente dela, ainda praticou o crime de roubo levando alguns pertences da vítima. O criminoso fugiu a pé e ainda ameaçou a vítima caso ela procurasse a polícia. De acordo com a vítima, o criminoso é um homem negro, com idade entre 17 e 20 anos, estatura de 1,80 a 1,85 metro, cabelo crespo e raspado. Conforme descrição física feita pela mulher, o suspeito tem uma cicatriz abaixo do nariz próxima à boca e usa três brincos, tipo brilhante na orelha direita e um anel no dedo anelar prata com dourado. A vítima relatou aos policiais da Delegacia de Defesa da Mulher da Capital que ele a rendeu e a obrigou a entrar na casa onde o bandido selecionou alguns pertences e ainda a estuprou. O criminoso teria atacado outras mulheres na região, mas não há informação de mais ocorrências. O caso está sendo investigado pela delegada Alexandra Fachone, da Delegacia da Defesa da Mulher de Cuiabá. Ela informou que três pessoas já compareceram recentemente à delegacia, mas não reconheceram o suspeito. A princípio, o maníaco seria morador de outro bairro. A delegada acredita que, com a divulgação do retrato-falado, quem o identificar poderá ajudar na sua prisão. O retrato falado tem um índice de semelhança de 95%. É importante a população colaborar. Quem tiver informações do suspeito ligar para o número 197 que é gratuito, ou na delegacia no telefone de atendimento de plantão 3901-5327. Policiais plantonistas acrescentaram que, além de ajudar a prender o bandido, a divulgação do retrata-falado poderá descobrir se houve mais vítimas do maníaco. É comum a divulgação de casos de maníacos em que muitas mulheres temem procurar a Polícia. Quando descobre que não é a única, fica mais fácil de procurar a Delegacia. Para nós é importante a procura das vítimas para poder reforçar o pedido de prisão, explicou um policial. (AR)