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POLÍCIA
Sábado, 02 de Junho de 2012, 21h:21

Direção afirma que queixas são injustificadas

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejdh) nega que as presas da Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, estejam sofrendo constrangimento, maus-tratos e que exista privilégio, entre outras situações denunciadas em cartas que agora estão no Ministério Público Estadual. Na avaliação do diretor do presídio, Domingos Sávio Grosso, as reclamações das reeducandas seriam uma resposta à intensificação das revistas e combate ao tráfico e consumo de drogas dentro da instituição. E ainda, das mudanças administrativas executadas recentemente. Conforme a assessoria de imprensa da Sejdh, por causa da superlotação a direção decidiu dar fim à ala das evangélicas, utilizando o espaço no redimencionamento gerencial. Agora as detentas provisórias, que aguardam julgamento, estão em alas diferentes daquelas que cumprem pena, que já foram sentenciadas. Essa medida, diz, desagradou quem estava acostumado à convivência na cela. Sobre os atestados de trabalho e estudo para remissão de pena, a direção assegurou que não há atraso na emissão. O diretor Domingos Sávio confirmou que as detentas lavam as viaturas, mas disse que isso ocorre por escolha de tarefas por elas mesmas. A opção por essa tarefa, diz, ocorre de maneira semelhante à jardinagem, coleta do lixo e trabalho na cozinha. Sobre a apuração aberta pelo Ministério Público, a Sejdh considerou normal. O diretor disse, por meio da assessoria, que é regra que todas as queixas sejam investigadas. (AA)

Edição EDIÇÃO 16962




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