Cento e vinte caminhonetes, do modelo S-10, são roubadas por ano na Grande Cuiabá, conforme registros na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos da Capital. A maior parte tem endereço certo são trocadas por cocaína ou vendidas em dólares. A recuperação é pequena, em comparação aos demais veículos. Com uma média de 10 S-10 roubadas mensalmente, o número aumentou nos últimos meses. Setembro liderou o aumento das ações criminosas. Em 19 dias, foram 12 picapes roubadas e somente duas recuperadas uma delas, pelos próprios policiais da DERRFVA, que localizaram uma da cor branca escondida no bairro Ouro Verde, em Várzea Grande. A outra foi encontrada pela PM com defeito no câmbio. No entendimento dos policiais, o número de roubos de S 10 havia caído no primeiro semestre porque o policiamento na fronteira havia se intensificado. A forma como a picape foi encontrada ilustra o funcionamento do esquema utilizado pelas quadrilhas. Após serem roubadas as S10 são escondidas em determinado local até que sejam liberadas para atravessar a fronteira. A maneira como são roubadas também são semelhantes. Uma dupla armada rende o proprietário na porta da casa dele. No dia 12, uma S-10 preta foi roubada dessa forma, no bairro São Simão, em Várzea Grande. Na fuga, os bandidos ainda atiraram para o alto. No dia 1º, dois homens renderam o proprietário de uma S-10 prata no Parque Ouro Branco em Várzea Grande e levaram o veículo. No bairro Portal da Amazônia, cinco homens invadiram uma residência e não levaram somente a picape roubaram também diversos pertences, como TV de tela grande e notebook. Os policiais suspeitam que os bandidos tenham feito a análise de proprietários de S-10 e seus endereços. No ano passado, um morador do Parque Cuiabá só não foi roubado porque ele se atrasou para retornar para sua residência. Um vizinho percebeu alguns homens estranhos na porta da casa e ligou para que ele não voltasse tão cedo. No dia seguinte, foram descobrir que eram dois ladrões de S-10.