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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 04 de Julho de 2015, 12h:36

ROUBO DE CARROS

Desmanche funcionava em casa

Uma casa no bairro Parque Geórgia, em Cuiabá, vinha sendo utilizada como ponto de um esquema de distribuição de peças clandestinas de carros roubados/furtados em todo o Estado. O monitoramento da Polícia Civil durou dois meses, e no local foram encontrados 40 veículos, sendo que cinco são roubados. Até o momento, uma pessoa foi presa. Conforme as informações, o comércio clandestino foi confirmado quando encontraram a casa, com muros altos e portão fechado. No local, cerca de 40 veículos estavam no quintal, entre caminhonetes e carros de passeio. Todos estavam desmanchados e cortados, suspeitando ainda mais da ilegalidade do trabalho. O delegado Wagner Bassi Junior, que comandou a operação, explicou que ela foi iniciada após denúncias anônimas que relatavam a facilidade de comprar peças usadas de veículos. “Vínhamos notando que essas peças eram distribuídas, sem nota fiscal e controle, para todo o Mato Grosso e levadas sob encomenda por transportadoras de Vans”, explicou Wagner, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva). Em flagrante, no local, foi preso Eleandro de Nascimento Barcelos, 28 anos, por receptação qualificada, sem direito a fiança devido à atividade comercia. “Conforme as investigações, o suspeito receptava veículos com a ajuda de dois funcionários cortavam os carros com uso de maçaricos e retiravam todas as peças para revenda às pessoas que faziam encomendas por telefone e até por WhatsApp”, lembrou a polícia. Acionados, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) conseguiu confirmar a existência de cinco veículos roubados, sendo uma Strada, um Gol e um Uno, com registro de roubo neste ano. Além deles, uma S-10 com queixa de furto em 2014 na cidade de Tangará da Serra, e um Pálio furtado de dentro de uma empresa, no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. Este último aconteceu em dezembro de 2013, quando nove carros e oito motos foram levados. Muitos veículos não vão conseguir ser identificado por conta da ausência do número dos chassis. Dentro as observações do delegado, chamou a atenção do número de tampas do carro Fiat Strada, 12 no total. Segundo ele, as tampas são retiradas dos veículos na rua, e se tornou uma moda roubar isso na cidade. “A tampa não tem trava, você abre e solta dois parafusos, daí a facilidade”, lembrou. A tampa original é vendida por R$ 2 mil, mas no mercado clandestino, por R$ 500. (YR)

Edição EDIÇÃO 16966




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