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POLÍCIA
Sexta-feira, 20 de Junho de 2025, 13h:04

CASO RENATO NERY

Denúncia do MP é aceita e 4 PMs viram réus por morte de advogado

A Justiça Militar acatou a denúncia do Ministério Público contra os PMs, acusados de integrar uma organização criminosa

Da Redação
Reprodução
Quatro militares da Rotam foram presos por suspeita de envolvimento na morte do advogado Ney (destaque)

Quatro policiais militares que integraram a Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rtomam), grupo de elite da PMMT, em Cuiabá, foram denunciados pelo assasinato do advogado Renato Gomes Nery, no ano passado,

A Justiça Militar acatou a denúncia do Ministério Público Estadual contra os PMs, acusados de integrar uma organização criminosa. 

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A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva, da 11º Vara Criminal da Capital, e foi assinada em 18 de junho. 

Os milotares denunciados são:Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira Leandro Cardoso.

Aacusação é de que, no dia 12 de julho de 2024, eles simularam um confronto com suspeitos para plantar com eles a arma utilizada para matar o advogado, uma semana antes. 

Os quatro vão reponder pelos crimes de organização criminosa, abuso de autoridade, porte ilegal de arma de uso restrito e falsidade ideológica, todos associados a contexto de violência e simulação de confronto.

Renato Nery foi assassinado pelo réu confesso Alex Roberto de Queiroz Silva, em frente ao seu escritório, em Cuiabá.

Ele morreu no dia seguinte, ao não resistor aos ferimentos, em um hospital particular da Capital.

As investigações da Polícia Civil apontam que o crime teria sido cometido por encomenda.

Os acusados são os empresários César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos.  

Uma semana depois da morte de Nery, segundo o MPE, os quatro policiais teriam participado da morte de Walteir Lima Cabral e da tentativa de execução de Pedro Elias Santos Silva e Jhuan Maxmiliano de Oliveira Matsuo Soma, no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

O Ministério Público aponta que o episódio foi simulado para forjar a apreensão da arma usada no assassinato do advogado. 

A Justiça não decretou a prisão preventiva dos acusados, mas impôs medidas cautelares como monitoração eletrônica, proibição de contato com testemunhas, recolhimento domiciliar noturno, suspensão do exercício da função pública e do porte de armas. Todos já estão afastados de suas atividades na Polícia Militar.  

A audiência de instrução foi marcada para o dia 12 de agosto, às 14h, no plenário da 11ª Vara Criminal de Cuiabá.  

O CRIME - Renato Nery foi baleado na cabeça no dia 5 de julho do ano passado, quando chegava em seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

Ele chegou a ser socorrido e levado para o Complexo Hospitalar, onde passou por cirurgia, mas acabou falecendo no dia seguinte. 

Conforme as investigações, o assassinato teria sido motivado por uma disputa de terras no interior do Estado.


Edição EDIÇÃO 16969




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