POLÍCIA
Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007, 19h:41
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BREVE REGRESSO
Delegado antecipa viagem para trazer ex-comissário
O delegado Márcio Pieroni conseguiu antecipar sua viagem em cinco dias e chegou ontem à noite, por volta das 23:00h, à Capital, proveniente de Goiás, trazendo o ex-comissário de menores Douglas Bazanini de Souza, de 42 anos. Capturado na cidade de Aparecida de Goiás, no mês passado, ele será julgado pelo assassinato de um adolescente e pelo desaparecimento de três rapazes crime ocorrido em abril de 1996, em Cuiabá. Na época, o crime ficou conhecido como Caso Tijucal. Segundo o delegado, ele chegou anteontem à tarde em Goiás e, na manhã de ontem, conseguiu embarcar o ex-comissário na viatura da Gerência Estadual de Polinter (Gepol). Como Douglas foi retirado de uma cadeia de segurança máxima, o delegado não teve condições de conversar com o preso. Ele adiantou que irá interrogar Douglas se ele tiver algo a falar. Caso contrário, irá deixá-lo numa unidade prisional da Capital. Vou conversar com a juíza (Maria Aparecida Ferreira Fago) antes, para ver os procedimentos, informou. Dos quatro denunciados pela Justiça no caso Tijucal, dois já foram julgados e estão em liberdade condicional. O ex-policial civil João da Silva Mendes, o Mestre Caravellas, está em regime semi-aberto assim como o motorista Reinaldo Pires dos Reis. Este foi condenado em novembro do ano passado a cinco anos e cinco meses de prisão pelos crimes de seqüestro e cárcere privado qualificado e ainda cumpre a pena. O próximo poderá ser o ex-comissário de menores, cujo processo criminal se encontra em fase de pronúncia (deverá ser julgado por júri popular), pois correu à revelia. O Ministério Público Estadual (MPE) informou que a juíza deverá ouvir o réu antes da pronúncia para evitar o cerceamento de defesa. Em casos como esses, o réu é ouvido e, por estar preso, deverá ser marcado o julgamento, informou o promotor criminal João Augusto Gadelha, que está impedido de participar do julgamento. O pai do promotor, o advogado Daniel Gadelha, já falecido, foi o advogado de defesa de Caravellas, julgado em 1999 e condenado a 19 anos de prisão. O quarto envolvido, o comerciante Sebastião Corrêa Leite, pai de Sérgio Corrêa Leite, o Téio, responde em liberdade pelo crime de seqüestro e cárcere privado qualificado. O caso ocorreu na noite do dia 1 de maio de 1996. Marcos Henrique Sampaio, 19 anos, Ed Nelson Soares, 15 anos, e Vilmar Silva Fernandes, 16 anos, desapareceram em frente a uma lanchonete no bairro Tijucal. (AR)