Para o professor Clovis Arantes, representante do Grupo Livremente, que defende os direitos dos Gays Lésbicas e Transgêneros (LGBT), a omissão do Estado em resolver os crimes contra LGBTs tem contribuindo para que casos como esses sejam mais frequentes. Quase um ano se passou do espancamento da presidente da Associação das Travestis, Lilit. O que foi feito até o momento? Pelo que sabemos, nada. A polícia identificou o agressor, alguém foi punido?, questionou. Ele destacou que quando é o contrário, como no caso da travesti que assassinou o empresário, todos noticiaram, a polícia fez questão de elucidar o caso e de mostrar na imprensa. Clovis lembrou que a homofobia tem levado ao crescimento do número de pessoas LGBTs assassinadas. Acrescentou que existe uma sensação de impunidade para aqueles que praticaram crimes contra travestis. Arantes disse achar que os dois últimos casos tiveram características parecidas. É uma situação preocupante, pois, no primeiro caso, há uma semana, nada foi realizado até agora. (AR)