POLÍCIA
Sábado, 05 de Abril de 2008, 15h:28
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SANTA ISABEL
Deco é condenado a 15 anos por homicídio
O vendedor Valderson da Conceição Ferreira, o Deco, de 20 anos, foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato do advogado criminalista Duarte José do Couto Júnior, de 30, executado a tiros no dia 7 de novembro de 2006. A condenação foi por homicídio qualificado e ocorreu pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. A pena deverá ser cumprida em regime fechado. Durante o julgamento, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu a prisão em flagrante da testemunha Telpenari Gouveia, de 22, por falso testemunho. Para o promotor Flávio Fachone, o rapaz mentiu ao falar sobre o assassinato. O advogado foi executado no bairro Santa Isabel, em Cuiabá, em frente a um ponto de venda de drogas. Ele foi encontrado caído próximo de seu automóvel, um Pegeout 206 preto, encontrado com as duas portas da frente abertas. A polícia também localizou porções de cocaína em suas roupas. Ao ser preso, Valderson relatou que matou o advogado porque ele pegou a causa de sua prisão por tráfico de drogas e acabou abandonando a defesa. Pior, ele me enrolou e não queria devolver os R$ 1.800 que havia pago, disse Valderson, na ocasião de sua prisão. Valderson acrescentou que seu processo por tráfico de drogas corre pela 9ª Vara Criminal da comarca de Cuiabá e só estava em liberdade provisória porque contratou outro advogado. Acrescentou que, ao entrar em contato com Duarte, ele despistava e não mostrava interesse em devolver o dinheiro. Segundo Valderson, ele se encontrou por acaso com o advogado que procurou a mesma boca-de-fumo, no bairro Santa Isabel. Então, aproveitou o momento para cobrar a dívida. E então, doutor, não vai me devolver o dinheiro? Ele se assustou em me ver na rua, completou o criminoso. Como Duarte usava sempre com uma pistola, acreditou que estivesse armado. Conforme as investigações, Duarte recebeu uma ligação na semana anterior de um cliente que o ameaçava, pois tinha abandonado a sua defesa. Embora Valderson negue ter sido o autor da ligação, os policiais acreditam que era ele quem pressionava o advogado a devolver o dinheiro. Duarte estava na DHPP quando recebeu o telefonema. Nesse ínterim, Valderson foi condenado a cinco anos de prisão por tráfico de drogas, o que contribuiu para ampliar a pena pelo assassinato do advogado.