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POLÍCIA
Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012, 21h:29

SEQUESTRO

Criminosos matam vítimas no cativeiro

Pai, filho e um funcionário da fazenda foram mortos pelos acusados que exigiram R$ 6 milhões como resgate

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Três pessoas sequestradas há uma semana em Novo Mundo (cidade próxima de Guarantã do Norte) foram mortas pelos sequestradores que ainda exigiam o dinheiro do resgate. Os criminosos executaram o empresário João Afanácio Lima, de 60 anos, o filho dele, Anderson de Lima, e o funcionário da fazenda, Wilson Silva Santiago, ambos de 24 anos. Eles foram levados para um cativeiro improvisado a cerca de dois quilômetros da sede da fazenda. O desfecho do caso ocorreu ontem de madrugada, com a prisão de três suspeitos. Rogério Pessoa Freire, 27 anos, é acusado de ser o mentor do seqüestro. Já Jiovani da Silva Lima, 18, e Joab da Silva Pontes, 19, participaram da execução do plano. O último citado é filho de um vereador da cidade. Os três foram detidos no cativeiro e, com eles foram apreendidos celulares das vítimas. O grupo usava os aparelhos para fazer a negociação com os familiares. Segundo o delegado Flávio Stringueta, que esteve no local, os três executaram as vítimas no mesmo dia do sequestro. Mesmo assim, continuaram a negociar com a família, exigindo resgate para libertar os três. No momento do sequestro, eles ainda mataram o funcionário do empresário. Durante o período em que as vítimas estiveram desaparecidas, os criminosos procuraram à família do fazendeiro, que também era proprietário de uma rede de supermercados de Novo Mundo, para pedir resgate no valor de R$ 6 milhões. A família já estava providenciando quantia quando os policiais chegaram até o cativeiro e encontraram os sequestradores e, para a surpresa, os corpos das vítimas. “Foi uma tragédia, não esperávamos que isso (a morte dos reféns) ocorresse”, informou o delegado. Ao delegado, os três disseram que se “perderam” durante as negociações, mas tinham de fato a intenção de matar as vítimas, uma vez que são conhecidos e poderiam ser identificados. Rogério e Jiovani eram ex-funcionários da fazenda. Os três, que foram levados para Sinop, serão autuados em flagrante por sequestro seguido de morte e extorsão. “A extorsão porque tentaram tomar dinheiro da família das vítimas mesmo depois dos assassinatos”, explicou o delegado. Stringueta acrescentou que o crime de sequestro seguido de morte prevê uma pena mínima de 24 anos e a progressão de pena é somente a partir do cumprimento de dois quintos da sentença. Por questão de segurança, o delegado não informou em qual presídio os três ficarão presos.

Edição EDIÇÃO 16962




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