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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 26 de Julho de 2008, 14h:08

DROGAS

Consumo abusivo aumenta os riscos de overdoses

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Um problema sério quando se fala em uso de drogas é a overdose. A exposição do organismo a grandes doses de uma substância química pode desencadear alterações profundas do sistema nervoso central, insuficiências cardíacas e respiratórias e, em vários casos, é fatal. Há um mês, o filho de 22 anos de Márcia Colino morreu após sofrer um infarto fulminante em decorrência do uso abusivo de drogas. Ela conta que o rapaz começou usando maconha e, depois, passou para a pasta-base. Na ânsia de ajudar o filho, Márcia Colino assumiu a direção do Centro de Recuperação para Dependentes Químicos Ninho da Águia, que fica no bairro Carumbé, em Cuiabá, no dia 16 de junho passado. Mas, não houve tempo suficiente. O filho dela morreu três dias depois. “Ele tinha vontade de largar as drogas, mas não tinha força. Ele teve várias recaídas. A pasta-base é terrível”, comentou. “Tudo o que eu podia fazer por ele, eu fiz”, acrescentou. Apesar de não ter tido tempo, Márcia Colino diz que continua o trabalho na casa para tentar ajudar outros dependentes químicos. Atualmente, a casa atende 12 internos que procuram seguir os 12 passos no processo de recuperação. Eles também contam com a ajuda de profissionais como psicólogos, psiquiatras, além de atividades de laborterapia. “A adicção é uma doença séria. A pessoa precisa de todo o suporte necessário, de acompanhamento da família, de psicólogo e psiquiatra”, comentou. Casos como este são cada vez mais freqüentes nas unidades de terapia intensiva. No Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), de acordo com a Assessoria de Imprensa, não existe um levantamento específico da entrada ou morte de algum paciente por uso de algum tipo de droga. No entanto, segundo o médico cirurgião, clínico geral e nutricionista, Gilmar Coelho, é freqüente a entrada de pacientes que chegam depois de ter abusado no consumo de bebida alcoólica ou outra substância entorpecente, além de medicamentos. “Essas pessoas chegam de todos os jeitos. Desde exaustados, eufóricos e alegres e até em coma”, disse. “Apresentam todas as fases imagináveis provocadas pelo uso de drogas”, acrescentou. Nestes casos, Gilmar Coelho garante que quando o paciente é atendido na unidade hospitalar é anotado que ele chegou alcoolizado ou fez uso de outras drogas como cocaína e crack ou se intoxicou por medicamentos. Conforme ele, as faixas etárias das pessoas atendidas também são as mais variáveis. Exemplifica que no caso do álcool são homens e mulheres de todas as idades e de todas as classes sociais. No caso da cocaína e anoréxicos (remédios para emagrecer), por exemplo, a maioria é jovem.

Edição EDIÇÃO 16967




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